CRISTALINA] Luiz Attié faz mistério sobre seu futuro político, mas amigos garantem que ele não vai ‘pendurar a chuteira’

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Registro histórico: Prefeito Luiz Attié (de terno) e então presidente da Amab em 2012, promove primeira reunião com prefeitos eleitos e reeleitos para discutires os problemas da região
Registro histórico: Prefeito Luiz Attié (de terno) e então presidente da Amab em 2012, promove primeira reunião com prefeitos eleitos e reeleitos para discutires os problemas da região

Por Wilson Silvestre – A frase: “ainda é cedo para pendurar as chuteiras” tornou-se um mantra no futebol, mas tem ganhado adeptos entre os políticos, principalmente para quem está deixando um cargo, quer no executivo ou legislativo. Muitos prefeitos e vereadores que, por estarem no final de dois mandatos ou por ter perdido eleição, almejam disputar vaga para deputado federal ou estadual.

Este é o caso do prefeito de Cristalina, Luiz Attié (PSD). Completando oito anos à frente da gestão municipal, portanto concluindo o ciclo de sua reeleição, ele não revela qual será seu caminho. Nem aos amigos mais próximos deixa escapar qualquer pista sobre o assunto. Quem convive com este economista que prima pelos detalhes, empreendedor ousado e um político acima da média, especulam que ele pensa em voos mais altos em 2018. Ninguém sabe ao certo do que se trata, mas garantem: “O Attié é um apaixonado pelo Entorno, tomou gosto pela política e tem sido sondado por lideranças políticas e empresariais para disputar um mandato”, conta um de seus amigos históricos de Brasília.

Luiz Attié ao contrário da maioria dos gestores que estão no final do mandato, mantém uma intensa agenda de trabalho e contatos. Nas raras pausas dos compromissos administrativos, planeja o futuro com amigos próximos, mas sem dizer o que fará. Conversas com lideranças nacional e regional. Nessas conversas, o tema legislativo ocupa um bom tempo dos interlocutores. Attié sorri e não dá nenhuma pista sobre o que pretende fazer, no máximo diz que seu projeto pós-prefeitura é concluir uma especialização em planejamento estratégico e concluir sua fluência em inglês.

Se a experiência conta pontos, Attié tem capital acumulado: presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Distrito Federal (CRECI 8ª Região) por 16 anos, prefeito reeleito – fato inédito no município – de Cristalina, economista e empresário. Durante os primeiros meses de seu mandado, em 2012, reativou a Associação dos Municípios Adjacentes à Brasília (Amab) e, com os prefeitos, liderou a criação do Consórcio Público de Manejo dos Resíduos Sólidos e das Águas Pluviais da Região Integrada do Distrito Federal e 20 municípios goianos.

Bem antes de ser eleito prefeito, ele já defendia a região do Entorno de Brasília como uma solução ao adensamento urbano da Capital do País. Não como um depósito de pessoas, mas com políticas estruturantes para desenvolver a região, transformando os municípios num mercado consumidor. Com isso, o setor de serviço se encarregaria de suprir a falta de empregos. Tornou-se um especialista nas questões de infraestrutura nos municípios que fazem fronteira com Brasília. “Esta é a região mais promissora que existe em Goiás. Temos quase um milhão de habitantes e o poder aquisitivo tem melhorado, basta ver o nível de consumo em cidades como Águas Lindas, Valparaíso, Novo Gama, Cidade Ocidental, Planaltina, Santo Antônio do Descoberto e até mesmo Alexania. Há uma década e meia, eram cidades praticamente cidades dormitórios”, analisa Attié.

Attié assegura que os investimentos do governo de Goiás, principalmente nas gestões de Marconi Perillo (PSDB), estes municípios passaram a receber investimentos em infraestrutura, como saneamento básico, educação, saúde e moradia. “Faltam muito pois as demandas não cessam, mas se olharmos no retrovisor da história, sem dúvida houve um grande avanço”, garante. De fato tem muitos problemas nas cidades do Entorno, mas justiça seja feita: mesmo com uma crise econômica sem precedentes, o governo de Goiás junto com os prefeitos tem buscado avançar nas conquistas da população. O problema maior ainda é segurança, moradia e saúde.

O problema de segurança pública no Entorno não é diferente das demais cidades brasileiras. Especialistas apontam que o processo de desenvolvimento econômico e social acelerado, propiciou a atração de pessoas que estão à margem lei, não só dos municípios vizinhos, mas de outras regiões do país.

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