CRISTALINA] Porque o grupo de Daniel Sabino teme tanto Luiz Attié

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Prefeito Luiz Attié confere estoques de remédios armazenados na farmácia da prefeitura
Prefeito Luiz Attié confere estoques de remédios armazenados na farmácia da prefeitura

Por Wilson Silvestre – O grupo do prefeito eleito, Daniel Sabino (PSB) optou por tentar destruir o legado do atual prefeito de Cristalina, Luiz Attié (PSD). Ao invés de aproveitar a oportunidade para encontrar solução para os graves problemas que afligem a economia do município e, em consequência setores de serviços vitais para a população, principalmente saúde, segurança e educação, prefere tumultuar politicamente o final da gestão Attié.

Esta tática de guerrilha política visando desgastar ao máximo a gestão para, assim que assumirem a prefeitura, iniciar o desmonte de tudo que foi realizado, enganando a população com um discurso de ‘terra arrasada’, tem sido a tônica do discurso nas redes sociais. Imaginam os arautos do apocalipse que a população de Cristalina é composta por pessoas alienadas, manipuláveis e dependentes do ‘mandatário da vez’. Assim como eles venceram a disputa eleitoral podem ser derrotados na próxima. Este é o jogo democrático da alternância de poder: hoje eles são pedras, a partir de janeiro, vidraças.

Os episódios recentes sobre demissões de cargos comissionados, entre eles médicos e gestores, ganhou repercussão nas redes sociais demonizando a gestão do prefeito. É mais do que sabido para quem detém cargo em comissão que, findo o período de quatro anos, encerra automaticamente os contratos. Soma-se a isto, o fato de que a legislação não permite entregar o governo para o sucessor com pendências financeiras. Isto eles não explicam para a população.

Attié está cumprindo a legislação pois os contratos de médicos, muitos deles já com trabalho em outros municípios, precisam ser encerrados. Outro ponto que não dizem é que a arrecadação do município e os repasses constitucionais caíram drasticamente, impondo grandes sacrifícios aos prefeitos.

Se o grupo de Daniel quisesse mesmo resolver a situação da permanência desses profissionais, teria sinalizado a eles uma nova contratação. Ao invés disso, na quarta-feira (16), Daniel Sabino e sua turma reuniram-se, a pretexto de buscar “possíveis soluções a serem tomadas no futuro governo”. Ora, estas soluções eram para estar definidas no Plano de Governo apresentado durante a campanha eleitoral. Mas, não. Tudo leva a crer que o caminho escolhido é o de fomentar a discórdia entre vencedores e vencidos, típico de quem não quer realmente encontrar uma solução para o problema da saúde, mas apenas criar um factoide chamando para si a aura de ‘salvador da pátria’. Daniel não apresentou nada conclusivo sobre a reunião ‘da base’, só a resposta seca, vazia e totalmente óbvia de que o fato de ainda não ter assumido o comando do município, o impossibilita e muito em poder agir, conforme registro do http://www.gwcomunicacao.com.br/:  “No entanto, não estamos de olhos fechados frente às necessidades do cidadão. E estamos sim, buscando soluções e alternativas para melhor atender a comunidade. Vamos fazer um governo transparente e de ‘pé no chão’. Estamos e vamos continuar unidos em prol da cidade. Este é o objetivo do nosso grupo”. E a solução do problema? Por enquanto só blá, blá e blá.

Se qualquer um dos diligentes vereadores e apaniguados de oposição ao governo Attié tivessem procurado saber o motivo das demissões, teriam ficado sabendo que, no final de mandato, todo gestor público tem o dever constitucional de entregar ao sucessor a gestão sem nenhum comissionado. A excepcionalidade tem que ser acordada entre o gestor que sai e o que assume. Não houve em momento algum qualquer gesto de Daniel neste sentido, portanto, por mais cruel que seja para um gestor, ele tem que cumprir a lei. É isto que Attié está fazendo: cumprindo a legislação. “Infelizmente preciso tomar atitudes extremas demitindo pessoas que foram importantes para nossa gestão, mas tenho que entregar a prefeitura ao meu sucessor sem dívidas”, lamenta o prefeito.

As críticas sobre atrasos de pagamentos, escassez de insumos e remédios, são de opositores que tiveram seus interesses contrariados pela gestão Attié. Existem problemas sim, mas não com a dimensão e a calamidade que tentam mostrar à população. Basta dar uma olhada no depósito da farmácia da prefeitura para perceber o tamanho do estoque armazenado. O que eles sonham e trabalham é para demonizar a gestão de Luiz Attié. Outro obstáculo que os prefeitos enfrentam é o atraso do pagamento dos convênios com a Secretaria de Saúde de Goiás. Os repasses de 2013, 2014, 2015 e 2016 ainda não foram quitados.

Daniel e seu grupo buscam uma justificativa para dar à população, caso a gestão dele naufrague nos primeiros 100 dias de 2017. Este é o principal motivo para tanto rancor contra uma gestão que mudou o perfil de Cristalina. O outro motivo, de cunho psicológico é o fato de que Attié não ficou de joelhos durante estes quase oitos anos, mendigando apoio da classe média rural. Por isso eles temem Attié. Sabem que ele será resgato pela população mais cedo do que se imagina. Então, precisam  ‘matá-lo politicamente’, mas esquecem que o legado de Attié não morre.

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