Roller nem assumiu e já articulou derrubada do Plano Diretor de Formosa

0
Prefeito eleito de Formosa, Ernesto Roller (PMDB), articula junto aos vereadores derrota do Plano Diretor proposto por Itamar Barreto (PSD). Aliados do prefeito no cargo, atribuem a ação como “vingança política”
Prefeito eleito de Formosa, Ernesto Roller (PMDB), articula junto aos vereadores derrota do Plano Diretor proposto por Itamar Barreto (PSD). Aliados do prefeito no cargo, atribuem a ação como “vingança política”

Por Goiás247 – Em segunda votação na noite da quarta-feira (14), a Câmara de Vereadores de Formosa, município da região Metropolitana de Brasília (Rembra), rejeitou o Plano Diretor da cidade proposto pela gestão do prefeito Itamar Barreto (PSD). “Este plano foi discutido com todos os segmentos da sociedade, tendo à frente, o Ministério Público de Goiás mediando os interesses dos cidadãos”, afirmou o secretário de Governo, Luiz Antônio, quando protocolou o projeto na Câmara para apreciação dos vereadores.

Em 2012, por meio de um termo de ajuste de conduta firmado entre o Ministério Público de Goiás (MP-GO) e o Município de Formosa, teve início aos estudos, audiências públicas e oficinas públicas para o novo Plano Diretor. Formosa necessita captar recursos por meio de incentivos para desenvolver um crescimento sustentável, protegendo nascentes e os recursos naturais do município.

Sob pedido de anonimato, dois vereadores da base do prefeito Itamar afirmaram à reportagem que, por articulação nos bastidores do prefeito eleito, Ernesto Roller (PMDB), adversário ferrenho da base do governador Marconi Perillo (PSDB), o Plano Diretor foi rejeitado. “Foram três anos de discussões, audiência e participação popular jogados fora”, lamenta um dos vereadores.

Uma cidade sem Plano Diretor afugenta investimentos por conta da insegurança jurídica. Outro entrave é a impossibilidade de reajustar o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Isto inviabiliza o crescimento ordenado da cidade e seu planejamento estratégico. Foram dois anos de estudos tendo a participação constante do Ministério Público, equipe técnica de engenheiros e arquitetos. Sem contar os R$ 300 mil gastos na elaboração do projeto, fruto de arrecadação junto à iniciativa privada já que a prefeitura não tinha recursos para bancar os estudos.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.

AN