Recessão reduz PIB de 12 estados e do DF ao patamar de 2010. Remédio amargo de Marconi Perillo salvou Goiás

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Idealizado por Marconi Perillo, o Fórum do Brasil Central, que reúne governadores do Centro-Oeste, Distrito Federal, Tocantins e Rondônia, busca o fortalecimento econômico da Região Centro-Oeste e estados do Norte. Como política e economia andam juntas, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin foi o convidado vip do último encontro em Goiânia. Marconi é um dos apoiadores do projeto do paulista na disputa pela Presidência da República em 2018
Idealizado por Marconi Perillo, o Fórum do Brasil Central, que reúne governadores do Centro-Oeste, Distrito Federal, Tocantins e Rondônia, busca o fortalecimento econômico da Região Centro-Oeste e estados do Norte. Como política e economia andam juntas, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin foi o convidado vip do último encontro em Goiânia. Marconi é um dos apoiadores do projeto do paulista na disputa pela Presidência da República em 2018

Por Wilson Silvestre – Culturalmente, o jornalismo brasileiro tende a criticar ou desconfiar de ações adotadas pela instituição ‘Estado’. Se for medidas duras então, o governante é quase linchado pelas categorias organizadas, tendo o Ministério Público sentado à direita de Deus, avalizando muitas das reivindicações, mesmo com os cofres no zero. Muitos governantes sucumbem à pressão e acabam levando o estado à bancarrota. Caso do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul que sequer têm recursos para pagar a folha salarial.

O jornal carioca O Globo, em sua edição desta segunda-feira (6), estampa reportagem (http://oglobo.globo.com/economia/recessao-faz-economia-de-12-estados-do-df-retroceder-seis-anos-20878713) sobre estudo elaborado pela Tendências Consultoria Integradas, identificado queda no Produto Interno Bruto (PIB) a níveis de 2010, em 12 estados e no Distrito Federal. De acordo com o jornal, a recessão que o país amargou em 2015 e 2016 fizeram a economia destas unidades federativas, retroceder ao patamar do início da década. As projeções do economista Adriano Pitoli apontam que 27 unidades da federação encolheu e que “o tombo foi tão grande que anulou a expansão vivenciada entre 2011 e 2014”. Neste rosário de má notícias inclui o Distrito Federal que que mal paga o funcionalismo público.

No segundo semestre de 2013, o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), percebeu que a crise econômica iria levar o estado ao fundo do poço, mesmo surfando numa onda de crescimento no PIB, Marconi se preparou para, se reeleito, promover cortes drásticos no custeio da máquina pública. Aplicou remédio amargo cortando ao máximo o número de comissionados, uso de telefones, viagens, gratificações, uso de carros, número de secretarias, enfim, reduziu o peso do estado para o contribuinte. Adotou o lema: “O estado para o cidadão e não para alguns”.

Choveu críticas de aliados, principalmente prefeitos de sua base, mas ele manteve firme o controle da máquina. Priorizou investimentos em saúde, segurança, educação e infraestrutura. Nada mais. Enfrentou a ira de concursados e funcionários reivindicando correção salarial. Suportou pressão do Ministério Público, mas manteve a bússola apontando para o futuro. O esforço desta guerra sem trégua e quartel, começa a surtir efeito agora. Anúncio de novos investimentos no interior como construção de casas para baixa renda, novas rodovias, saneamento básico e energia com a Celg privatizada.

De acordo com O Globo, “as perdas mais expressivas ocorreram nos quatro estados do Sudeste (São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais), no Rio Grande do Sul e Paraná, no Amazonas, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e na Bahia, além do Distrito Federal. Ou seja, o estudo da Tendências mostra que a recessão que atingiu o Brasil foi disseminada, afetando tanto as regiões mais ricas do Sudeste e do Sul, como estados do Nordeste”. Mas, Goiás ficou fora.

“Nas contas da Tendências, em 2017 todas as regiões do país voltarão a crescer. No Sul, a expansão será de 0,4% e no Sudeste, de 0,5%, próximo ao projetado pela consultoria para o Brasil (0,7%). Já o Centro-Oeste deve crescer 1,4% e o Nordeste 2%, ambos puxados pela expectativa de safra recorde. Em razão da previsão de inauguração de um projeto de US$ 14,3 bilhões da mineradora Vale no Pará, o PIB do Norte deve expandir 2,9%, prevê a consultoria”.

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