CRISTALINA] Marquinho Abrão derruba resolução que proibia acesso da imprensa às dependência da Câmara

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Presidente da Câmara de Vereadores de Cristalina, Marquinho Abrão: “Todo cidadão será bem-vindo ao legislativo assim como a imprensa, sem distinção de veículo ou pessoa” (Foto: Facebook da Câmara de Vereadores)
Presidente da Câmara de Vereadores de Cristalina, Marquinho Abrão: “Todo cidadão será bem-vindo ao legislativo assim como a imprensa, sem distinção de veículo ou pessoa” (Foto: Facebook da Câmara de Vereadores)

Por Wilson Silvestre – O Brasil é um pais farto em normas e leis absurdas, criadas para não serem obedecidas e que servem apenas para azucrinar a vida dos cidadãos. Exemplos é o que não faltam. Desde as mais prosaicas propostas no Congresso Nacional às câmaras de vereadores, a usina de ideias malucas que não levam em conta usos e costumes, proliferam como praga em jardim mal cuidado.

No início de janeiro deste ano, mais um exemplo destas maluquices ganhou destaque nos jornais paulistas. O presidente da Câmara de Vereadores de São Bernardo, Pery Cartola (PSDB), editou uma manual de conduta para os funcionário do legislativo. Entre as recomendações, constam que ao cumprimentar uma pessoa, “deve ser firme e com três sacudidas”. E não para por ai. Decotes nas roupas femininas devem ser abolidos, batons e esmaltes terão que ser em tons claros e nada de roupas curtas mostrando muito as pernas ou aparecendo peça intima. Os homens também não escapam das normas. Nada de calças mostrando cueca, sandálias franciscana ou de dedo e é vedado para ambos os sexos perfumes fortes.

Em Cristalina, o novo presidente da Câmara de Vereadores, Marquinho Abrão (PRP), usando o bom senso e garantindo o “direito da imprensa exercer seu trabalho nas dependências da câmara, liderou os colegas na derrubada de uma resolução de gestões anteriores, que só permitia circular nas dependências do legislativo, “vereadores e funcionários devidamente identificados”. Na justificativa para remover este entulho de censura, Marquinho Abrão ocupou a tribuna dizendo que “isso era um absurdo e que a Câmara Municipal está e será sempre aberta para nossa comunidade”. A proposta foi aprovada por unanimidade por 12 X 0. Para se ter uma ideia do absurdo, jornalistas para entrar nas dependências da câmara, teriam que comunicar antecipadamente. O blog apurou que havia por trás desta resolução, uma censura a determinados veículos de comunicação da cidade que mantinham um tom mais crítico ao legislativo.

Ao blog, Marquinho disse que “vivemos num regime democrático e o legislativo é uma casa do povo e deve ser a mais transparente possível, independente do tom crítico que a imprensa possa fazer. No regime de plena liberdade e informação, a pessoa ou autoridade de qualquer poder que se sentir injuriada, tem direito ao contraditório e, em última instância, recorrer à justiça. Não é papel do legislativo impor censura às pessoas ou cercear o direito constitucional de ir e vir, principalmente na casa do povo”, resume ele.

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