LUZIÂNIA] Atitude e determinação de Cristóvão vão além do dever constitucional na defesa dos cidadãos

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Prefeito de Luziânia, Cristóvão Tormin e o comandante geral da Polícia Militar de Goiás, coronel Divino Alves na instalação onde a prefeitura cedeu para a abrigar os novos efetivos da PM, incluindo o Graer e a Rotam
Prefeito de Luziânia, Cristóvão Tormin e o comandante geral da Polícia Militar de Goiás, coronel Divino Alves na instalação onde a prefeitura cedeu para a abrigar os novos efetivos da PM, incluindo o Graer e a Rotam

Por Wilson Silvestre – A questão segurança pública é um calcanhar de Aquiles nos três níveis de governo: federal, estadual e municipal. Embora a atribuição constitucional seja do estado, é nos municípios que a falta deste serviço, ou a sua deficiência mais atinge os cidadãos. Ao longo dos anos, por omissão de políticas públicas do governo federal em elaborar estratégias na prevenção e controle da violência, delegando aos estados esta responsabilidade sem alocar recursos suficientes, a criminalidade avançou. Aliado à falta de ação do poder central, crise econômica e um modelo de gestão concentrador de renda, as drogas assumiram espaço no vazio de poder público, ampliando a violência a níveis intoleráveis.

Embora a Constituição não atribua ao município a função de zelar pela segurança pública, compete às prefeituras o planejamento urbano e organização de suas cidades. No papel constitucional é bonito, mas nenhum gestor público do executivo tem como impedir as pessoas, principalmente as de baixa renda, migrarem de uma cidade a outro em busca de uma vida melhor. Este foi o caso dos municípios que fazem fronteira com Brasília. A opulência desmedida da Capital do País provocou um ciclo migratório nos últimos 40 anos sem precedentes, ampliando demandas por moradia, saneamento básico, educação, segurança pública, transportes e geração de empregos muito além da capacidade financeira do município.

Sem entrar na discussão sociológica ou política sobre o histórico de urbanização rápida das cidades do Entorno de Brasília, mas constatando que o acelerado crescimento urbano de municípios que há três décadas, eram oásis na qualidade de vida e hoje, por mais esforços que prefeitos e o governo estadual façam, a violência tem avançado atingindo índices alarmantes.

Preocupado com esta realidade crescente e atento ao clamor dos cidadãos por mais segurança, o prefeito de Luziânia, Cristóvão Tormin (PSD), praticamente acampou no gabinete do governador Marconi Perillo (PSDB) em busca de solução para esta demanda da população. Em menos de 30 dias, esteve seis vezes na capital Goiânia buscando solução para aumentar o número de efetivos de segurança no município. A persistência e determinação de Cristóvão, sensibilizou Marconi que, mesmo tendo reivindicações de outras regiões do estado, se rendeu à proposta de Cristóvão: o governo fornece o efetivo, viaturas e a prefeitura ajuda com acomodações, aluguéis e horas extras.

“Tenho plena consciência de que os crescentes índices de violência em Luziânia e distritos não são de agora, mas fruto de um histórico processo de exclusão e desigualdade social provocado por sucessivos erros e omissão do governo federal pós Constituição de 1988. Sem políticas públicas de alcance social, focadas em educação e qualificação profissional, as pessoas que mais precisam do estado instituição, foram compelidas à periferia das grandes cidades, gerando uma convulsão social. Este ‘vazio de estado’ propiciou o avanço de drogas e criminalidade”, sintetiza Cristóvão ao blog. De fato, a centenária Luziânia de duas décadas atrás, abrigava pouco mais de 140 mil habitantes e hoje, são quase 200 mil, sendo que o efetivo policial não acompanhou esta evolução populacional.

Ciente desse desiquilíbrio e carência, desde quando tomou posse no primeiro mandato em 2013, uma das primeiras iniciativas de Cristóvão foi ampliar a parceria em segurança pública com o governo estadual. “Não me limitei aos argumentos de que ‘é dever do estado’ dar segurança a população. Celebrei parcerias pagando alugueis para Delegacia da Mulher, complementando horas extras e alojamentos para policiais, sem contar alimentação. Muita gente pensa que só agora buscamos ampliar o efetivo policial no município, mas bem antes já vinha batendo nas portas do governo pedindo mais reforços, não só para Luziânia, mas para o Entorno como um todo”.

Cristóvão não ficou na zona de conforto e nem se deixou arrastar para o centro da inércia de que “segurança é atribuição do estado”. Nem se omitiu com argumentos de que ‘o país passa por uma grave crise econômica e por isso falta recursos’. Determinado a dar uma resposta positiva aos anseios da população, priorizou parte de sua agenda na busca de solução. “Sou um homem de fé, voltado para o bem coletivo, independente do cargo que ocupo como servidor público. Mas, fui eleito prefeito de todos os cidadãos de Luziânia para buscar solução aos problemas, por isso minha gestão prioriza acima de tudo, pessoas. Não adianta conquistarmos a melhor qualidade de vida para a cidade se não cuidarmos de gente. Trabalho diuturnamente, de domingo a domingo buscando fazer de Luziânia uma cidade cada vez melhor. Segurança pública é tão vital quanto educação, saúde, asfalto, transporte, infraestrutura e geração de empregos. Nada disso edifica se não tivermos segurança para trabalhar, estudar e divertir”.

Este esforço político de Cristóvão foi coroado com êxito. A partir de sexta-feira (10/2), Luziânia conta com uma companhia da Rotam, patrulhamento aéreo (Graer), motos e patrulha rural. “Não vamos parar por ai nas parcerias com o estado. Não temos uma meta X para cuidar dos cidadãos, mas dentro dos limites constitucionais, vamos buscar ajuda também do governo federal, afinal, é no município que o Brasil começa, portanto é mais do que legítimo o presidente da República nos ajudar. O céu é o limite”. Cristóvão lembra que esta iniciativa de parceria e o reforço do efetivo não vai beneficiar só Luziânia, mas municípios produtores como Cristalina, Formosa e até Padre Bernardo. “O apoio aéreo partindo de Luziânia, será mais rápido do que se deslocar de Goiânia, sem contar os municípios próximos como Valparaíso, Cidade Ocidental, Novo Gama, Santo Antônio do Descoberto, Águas Lindas e Planaltina”.

Quanto à interdição do IML de Luziânia pelo Ministério Público, Cristóvão se prontificou a ajudar o governo providenciando uma casa para alojar o pessoal da Polícia Técnica Científica. Conforme declaração da Superintendente Regional, Rejane Barcelos “o prefeito Cristóvão nos deu todo o apoio logístico e, em breve, vamos concluir a reforma do IML adequando aos padrões exigidos”.

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