AVISO À BASE] Marconi tem a força de R$ 500 milhões para conquistar prefeitos e eleger José Eliton governador

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Vice-governador José Eliton conta com a força de Marconi Perillo para manter a base unida e segurar os prefeitos
Vice-governador José Eliton conta com a força de Marconi Perillo para manter a base unida e segurar os prefeitos

Por Wilson Silvestre – O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), ao perceber que PMDB e DEM – seus principais opositores no estado –, se assanham com pesquisas que os posicionam na preferência do eleitor em 2018, entrou em cena para garantir a eleição de seu vice, José Eliton (PSDB). Com isso, ele antecipa o jogo da sucessão faltando 20 meses para o bater do martelo das urnas. Observadores atentos aos passos de Marconi avaliam que trata-se de uma estratégia para frear o ímpeto dos aliados PSB, PSD, PTB e PPS em se aproximar dos adversários.

No encontro promovido recentemente pelo PSDB, o governador deu um recado curto e grosso aos ‘rebeldes’: “podem ir, mas suas bases políticas ficam”. Ou seja: a cúpula pode até fazer acordos, mas os votos são de José Eliton. Para mostrar que não está brincando, Marconi fez uma maratona de audiências com 244 prefeitos goianos, com exceção de dois que tinham agendas marcadas e não puderam comparecer. Mesmo estes dois, o governador não vai deixar de recebê-los e reafirmar seu compromisso em ajudá-los, assim como se comprometeu com os demais. Aos prefeitos, o governador prometeu R$ 500 milhões em investimentos, sendo R$ 250 milhões este ano e a outra metade em 2018.

Nesta estratégia, Marconi ‘amarra’ os votos da base ao seu projeto, baixa a crista dos ‘rebeldes’ e mostra que é um líder forte, apto a alçar voos mais altos, tanto como vice-presidente numa chapa tucana ou em outro partido. Não para ai o lance ousado de Marconi ao aproximar prefeitos, principalmente de oposição, do seu governo. Ele sabe que os municípios estão literalmente quebrados e se os atuais mandatários não cumprirem um mínimo das promessas de campanha, o eleitor tende a caminhar com a oposição, por isso, a parceria de mão dupla. Prefeito bem avaliado é um bom cabo eleitoral.

Outra avaliação é a de que, dificilmente, o dono da caneta que nomeia e exonera fica fora do segundo turno de uma disputa majoritária. Aos menos desavisados, é bom reverem o calendário eleitoral refrescando a memória: José Eliton vai sentar-se na cadeira de governador no mínimo seis meses antes da disputa. Dependendo do andar da carruagem, ele pode antecipar a legislação e passar o governo ao vice bem antes. Se os ventos políticos soprarem rumo a Goiás e Marconi topar o desafio nacional, quer numa chapa como vice ou até encabeçada por ele – hipótese pouco provável –, a história muda.

Concreto mesmo é a musculatura que Marconi ganhou promovendo um ajuste radical na máquina pública nos últimos dois anos. Criticado por aliados de um lado, funcionário público de outro, mas firme em seu propósito de diminuir o peso do estado ao contribuinte, colhe os lucros políticos de sua determinação. Tem dinheiro em caixa, despesas sob controle e obras importantes para a população. Esta fartura de acertos em nas ações administrativas e política pode conquistar a meta de chegar na eleição de 2018 com 100 prefeitos filiados ao PSDB.

Goste ou não de Marconi, mas até os adversários reconhecem: ele é um tucano com energia para voar muito além de seu território.

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