Produtores batem à porta da Agetop pedindo melhorias e reforma das rodovias estadual

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Comissão liderada pelo vice-presidente da Faeg, Bartolomeu Braz (esquerda) e o presidente da Agetop, Jayme Rincón: com estradas ruins para escoar a produção, Goiás perde competividade e os produtores tem prejuízos. (Larissa Melo/Faeg)
Comissão liderada pelo vice-presidente da Faeg, Bartolomeu Braz (esquerda) e o presidente da Agetop, Jayme Rincón: com estradas ruins para escoar a produção, Goiás perde competividade e os produtores tem prejuízos. (Larissa Melo/Faeg)

Por Wilson Silvestre – Parafraseando o escritor Euclides da Cunha em ‘Os Sertões’, o empresário rural brasileiro, antes de tudo, é um forte devido sua tenacidade em acreditar no Brasil, mesmo com as crises políticas, mudanças climáticas, juros estratosféricos e emaranhado de leis ambientais, tanto federal, estadual e municipal. Ele resiste e segue produzindo como os sertanejos de Euclides, acreditando sempre que vai superar os desafios e vencer adversidades.

Graças a este espírito de bandeirantes, as fronteiras agrícolas e pecuária do país foram ampliadas, gerando milhões de empregos e renda. Com este empreendedorismo arrojado, o Brasil tornou-se um dos maiores exportadores de alimentos do mundo. Bom para os brasileiros que podem ter alimentos baratos à mesa, mas o custo da logística para transportar esta produção, tem sido o maior desafio dos produtores, principalmente em Goiás. Num primeiro momento, o governo corespondeu aos reclames dos produtores, construindo novas rodovias e recuperando outras, mas ainda existem muitas intransitáveis, como a GO 436 que liga Cristalina ao Distrito de Campos Lindos, região que concentra agroindústrias e a maior produção irrigada do país.

Diante deste quadro de preocupação dos produtos com as estradas goianas, o presidente da Federação da Agricultura de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner designou na segunda-feira (20), uma comissão liderada pelo vice-presidente da entidade, Bartolomeu Braz para uma reunião com o presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop), Jayme Rincón. Bartolomeu mostrou à Agetop o quanto esta situação prejudica Goiás e os produtores diminuindo a competividade do estado.

No diagnóstico da Faeg elaborado a partir de queixas de produtores e levantamentos feitos pelos Sindicatos Rurais (SRs), entregue a Jayme Rincón, está clara a urgência de uma solução para não prejudicar a o estado. “Com o processo de aceleração da colheita, que já se iniciou em grande parte do estado, a cada dia que passa temos uma situação mais difícil no que se refere ao escoamento da produção”, comenta o vice-presidente da Faeg, Bartolomeu Braz. Para ele, “as péssimas condições que estão as rodovias, não só o produtor rural será penalizado, mas sim a sociedade como um todo”, destaca Bartolomeu, que também é presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Goiás (Aprosoja Goiás).

Como representante do governo e responsável direto construção e manutenção das estradas goianas, o presidente da Agetop, Jayme Rincón, afirmou que existem recursos alocados e garantidos para iniciar obras de recuperação de algumas rodovias, como a recuperação da GO-060 (Iporá/São Luís dos Montes Belos/Firminópolis), GO-080 (Goiânia/Nerópolis), GO-139 (Caldas Novas/Mazargão/Corumbaíba), GO-164 (São Miguel/Sanclerlândia), GO-174 (Contorno de Rio Verde/Montividiu/Anel viário de Rio Verde), GO-178 e GO-206 (Itajá/ Itarumã/Caçu), GO-184 (Aporé/Itumirim), GO-213 (Ipameri/Caldas Novas), GO-215 (Piracanjuba), GO-302 (Itajá/Aporé) e GO-330 (Ipameri/Catalão). “Serão disponibilizados 300 milhões de reais para a recuperação das rodovias nessa primeira etapa”, disse Rincón. (Com imprensa Faeg – Nayara Pereira).

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