Em Formosa, Ministério Público entra em confronto com advogados e irrita OAB

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05Por Wilson Silvestre – O crepúsculo dos deuses do Olimpo, sentados à direita de Zeus pode ser aplicado atualmente aos promotores públicos. O Ministério Público precisa ter mais temperança em seu poder quase ilimitado. Ser um gestor público hoje, equivale a ficar à disposição de mil questionamentos dos “deuses do Olimpo, sentados à direita de Zeus”, como se refere ao Ministério Público gestores, tanto no legislativo quanto no legislativo.

Culpa do Congresso e a corrupção descontrolada no executivo e legislativo. Reféns do mal feito, foram cedendo espaço via novas leis, aos “paladinos da moralidade pública”. Uma das poucas instituições que ainda ‘peita’ este poder paralelo do estado, chama-se Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Exemplo deste contraponto está ocorrendo em Formosa, município goiano próximo à Brasília. A OAB local, publicou uma carta de repúdio contra “a lamentável conduta do promotor de justiça, João Paulo Cândido S. Oliveira, pelas declarações de cunho pessoal relacionadas aos advogados, Luiz Antônio Domingues Guimarães, Glaydson Pereira dos Santos, Nely Albernaz Spindola Campos, Bruno Jorge Opa Mota e Gilson Afonso Saad”.

A encrenca toda se dá por conta, segundo os advogados, de “processos judiciais em tramitação nesta comarca”. A nota de repúdio segue “considerando a forma com a qual o mesmo [promotor] se dirigiu aos mesmos [advogados], sem qualquer compromisso profissional com a ética e o bom trato exigidos por lei aos operadores do direito”. Com a palavra o Conselho Nacional do Ministério Público (Cnmp), órgão que tem o dever de apurar possíveis excessos de seus membros, onde a OAB de Formosa deve bater na porta.

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