ÁGUAS LINDAS] Hildo diz aos sindicatos porque não tem como conceder aumento salarial

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Prefeito de Águas Lindas, Hildo do Candango: sem recursos para reajustar salários dos servidores na data-base e manter serviços essenciais à população, optou em continuar prestando serviços essenciais aos habitantes do município.
Prefeito de Águas Lindas, Hildo do Candango: sem recursos para reajustar salários dos servidores na data-base e manter serviços essenciais à população, optou em continuar prestando serviços essenciais aos habitantes do município.

Por Wilson Silvestre – Constantes queda na arrecadação, retração econômica no país, novas unidades de saúde em funcionamento e creches entre outras centenas de obras, obrigaram o prefeito de Águas Lindas, Hildo do Candango a protelar aumentos dos servidores na data-base. Segundo o blog apurou, Hildo tomava esta decisão ou diminuia drasticamente a prestação de serviços à população. Sem recursos e com o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), alertando sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o caminho sensato foi adiar os reajustes.

Por meio de nota oficial, a prefeitura informou “que conforme cronograma de negociações com o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Águas Lindas (Sindspmal), representantes da Prefeitura se reuniram com a entidade, para dar continuidade à discussão da data-base/2017”. Técnicos da prefeitura mostraram aos sindicalistas, o “Relatório de Gestão Fiscal do 4° quadrimestre de 2017, apresentado ao TCM, apontando gastos com pessoal do Poder Executivo”. Esta despesa representa 62,87% das Receitas Correntes Líquidas (RCL). Em bom português: a prefeitura compromete um valor maior do que o limite máximo permitido LRF, que é de 54%.

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Na avaliação da prefeitura, “Águas Lindas, mesmo sendo uma cidade com mais de 250 mil habitantes possui uma arrecadação ínfima, ou seja, mesmo sendo populosa e oferecendo diversos serviços indispensáveis, os recursos recebidos são de uma cidade ainda de pequeno porte. Neste caso, o impacto das despesas com pessoal sobre a Receita cresceu de forma acelerada, passando de R$ 90 milhões em 2013 para R$ 140 em 2016, um crescimento de 55% em três anos. Porém a arrecadação saiu do patamar de R$ 159 milhões em 2013, para R$ 225 milhões em 2016, representando um aumento de 41,57%. (Conforme gráfico acima)”.

A prefeitura reconhece a legitimidade dos servidos, mas primeiro precisa “garantir a estabilidade financeira e o desenvolvimento da cidade, não é oportuna a concessão do aumento aos servidores neste momento, pois a Prefeitura está focada no coletivo, e na manutenção dos serviços básicos ofertados à comunidade, bem como garantir que todos os servidores continuem recebendo seus salários, mantendo assim o compromisso e respeito com as categorias que contribuem para a construção de uma cidade melhor”.

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