Faeg/Senar amplia responsabilidade social com ações comunitárias no meio urbano

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Faeg/Senar Goiás, Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (Ifag) e Prefeitura de Goiânia: unidos em busca de inclusão social e segurança alimentar (Larissa Melo/Faeg)

Por Wilson Silvestre (*) – Desde a redemocratização do país, partidos de esquerda demonizam os meios de produção de um modo geral, principalmente o agronegócio. Utilizando-se do discurso de cunho ideológico, atribuindo equivocadamente o setor como predador do meio ambiente, explorador cruel da mão de obra e vilão do capitalismo de mercado, acabou por difundir uma visão errada sobre a atividade que leva alimentos à mesa do brasileiro. Mas, à medida que as federações de agricultura espalhadas em todos os estados começaram a fazer o contraponto, mostrando que a história não estava sendo contada como devia, este conceito está mudando rapidamente.

Não existe nenhuma atividade humana no país que soma mais números positivos do que o agronegócio, Todos eles superlativos, principalmente na geração de empregos. São aproximadamente 19 milhões de pessoas ocupando postos de trabalho no setor, conforme pesquisa do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada(Cepea), da Esalq/USP, publicado no início do ano. Enquanto o número de desempregados em outras atividades chega perto dos 13 milhões, o agronegócio segue ampliando a produção e mantendo o equilíbrio de preços acessível a todos os brasileiros.

Mesmo em meio à crise econômica e política em que o país está mergulhado, não inibe a produção de alimentos ou a responsabilidade dos produtores com o pais. Todos tem consciência de que o processo de globalização tende a concentrar renda nas mãos de grandes investidores, corporações e nações mais desenvolvidas. Com isso, a exclusão social aumenta na proporção do acúmulo de capital nas mãos de poucos.

Esta constatação fez com que o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner estabelecesse política de inclusão social efetiva na instituição, tendo como ponto de partida, as pessoas. “Penso que temos um papel importante na formação da mão de obra especializada para atuar no campo e, ao mesmo tempo, levar por meio da rede de proteção social da Faeg/Senar nossa contribuição para diminuir desigualdades sociais. Não existe o campo sem as cidades assim como não existem cidadania plena sem a força produtora do campo. Esta junção tem mantido o equilíbrio de preços dos alimentos, tornando acessível a todos os brasileiros. Nem mesmo a voracidade do governo em cobrar cada vez mais impostos e oferecer em contrapartida, o mínimo, o agronegócio continua batendo recordes de produção”.

O resultado desta iniciativa da Faeg juntamente com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural em Goiás (Senar Goiás) e o Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (Ifag), em parceria com a Prefeitura Municipal de Goiânia, entregou à comunidade na segunda-feira (17), horta urbana comunitária modelo, localizada na área externa do Paço Municipal da Capital. A horta plantada faz parte da junção dos programas ‘Agricultura Urbana’ do Senar Goiás e o ‘Horta para Todos’ da Prefeitura Municipal, que juntos trazem alternativas para a ocupação de terrenos baldios ociosos em áreas urbanas e para produção de alimentos, assim como instrumentos de ação social para enfrentar as situações de risco alimentar, melhoria de saúde pública e sustentabilidade.

O programa ‘Agricultura Urbana’ do Senar Goiás é desenvolvido em vários pontos da capital. O objetivo principal é a utilização de espaços e áreas que estejam desocupadas para o cultivo de hortas, frutas, hidroponia, paisagismo, jardinagem e floricultura. Desde o início do ano, o programa capacitou na região metropolitana de Goiânia, nos primeiros três meses no ano, dez turmas com mais de 120 alunos. Interessados nos cursos do Senar Goiás, bastam entrar em contato pelo telefone: (62) 3096-2700 ou (62) 3096-2747. (*) Com Juliana Barros (Imprensa/Faeg).

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