ELEIÇÃO 2018] Entorno de Brasília quer um vice para ser chamado de seu

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Prefeitos Cristóvão Tormin (Luziânia) e Hildo do Candango (Águas Lindas), serão os principais protagonistas na escolha do vice na chapa de José Eliton. Eles também defendem que o nome deve ser do Entorno de Brasília
Prefeitos Cristóvão Tormin (Luziânia) e Hildo do Candango (Águas Lindas), serão os principais protagonistas na escolha do vice na chapa de José Eliton. Eles também defendem que o nome deve ser do Entorno de Brasília

Por Wilson Silvestre – Em junho de 2010, o então candidato a presidente da República, José Serra (PSDB) disse numa entrevista à jornalista Mirian Leitão, da TV Globo que “escolher candidato a vice é tão difícil quanto convocar a seleção”. Ele não exagerou na observação, apenas mensurou o quanto a escolha de um vice, quer para compor chapa majoritária para prefeito, governador ou presidente requer estratégia política, capacidade do escolhido em somar forças à campanha e agradar os partidos. Esta equação deve ser um dos maiores desafios do pretendente a disputar o Governo de Goiás em 2018, José Eliton (PSDB).

A base Marconista da qual José Eliton foi alçado à condição de ‘pré-candidato natural’, tem um celeiro de bons nomes, tanto nos partidos quanto no meio empresarial, religioso, classista, operadores do direito e acadêmicos. Mas, em tempos de ‘jacobinos’ apontando o dedo contra os políticos e a política, a denominada ‘sociedade civil’ mantém uma discrição obsequiosa sobre os rumos que o país caminha. Portanto, o vice deve ser escolhido entre os partidos que sustentam o PSDB há quase 17 anos no poder.

Alguns nomes começam a ser ventilados por lideranças com trânsito nos corredores do Palácio Pedro Ludovico, em Goiânia. Uns com mais intensidade, caso dos deputados federais, Thiago Peixoto (PSD) e Célio Silveira (PSDB). Dois nomes de peso, detentores de capital político e experiência administrativa, mas com obstáculos no caminho. Thiago precisa combinar com o presidente do partido, Vilmar Rocha se a legenda vai mesmo ter candidatura própria, como tem reafirmado Vilmar. Quanto ao deputado Célio Silveira, os obstáculos são bem mais desafiadores. O primeiro é que ele pertence ao ninho tucano, sendo improvável uma chapa puro sangue e o outro, chama-se Cristóvão Tormin, prefeito de Luziânia, base eleitoral de Célio.

Sem o aval de Cristóvão, piloto do principal colégio eleitoral da região com 119.490 eleitores cadastrados até agora, os luas pretas de José Eliton vão pensar duas vezes em indicar um vice sem as bênçãos do prefeito. É mais fácil Cristóvão ser convidado para o posto do que ser atropelado pelo sonho de Célio. Mas, Cristóvão tem dito que sua meta é concluir o mandato, edificar obras importantes para o município e atuar como protagonista no desenvolvimento da região do Entorno de Brasília.

Considerado um animal político, determinado e obstinado na defesa dos interesses de Luziânia e do Entorno, Cristóvão sabe o peso político que a região terá na eleição de 2018. São 580.573 eleitores inscritos nas 10 cidades que fazem fronteira com o Distrito Federal, número nada desprezível para quem deseja disputar uma eleição majoritária. Por isso, lideranças nos variados partidos, se movimentam para indicar o vice na chapa de José Eliton. Reconhecem que o nome de Célio é bom, mas tem o da deputada estadual Lêda Borges e do prefeito de Águas Lindas, Hildo do Candango, ambos do (PSDB). O problema é que todos são tucanos, portanto, dificilmente José Eliton sairia com uma chapa puro sangue.

Como o propósito em ter um vice para ser chamado de seu, o Entorno corre em busca de um nome que possa competir com outros pretendentes à vaga. Por enquanto são apenas especulações, mas todos concordam numa observação: Hildo do Candango e Cristóvão Tormin serão os principais articuladores de José Eliton na região.

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