Que faziam Receita Federal, Ministério Público, Tribunais de Contas e Banco Central que não viam fortunas brotarem da noite para o dia?

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Por Wilson Silvestre – A maioria dos brasileiros estão aguardando uma explicação convincente dos burocratas da Receita Federal, Ministério Público, Tribunais de Contas da União, Estados e Municípios à pergunta do título acima. Estes senhores aboletados no topo da elite burocrática do país são os maiores salários pagos pelos contribuintes. Se não bastassem tantos privilégios, ainda contam com mordomias como ‘ajuda’ para moradia, combustível, escola para os filhos, seguro saúde, etc. e etc., mas não viram fortunas brotarem da noite para o dia, função que eles recebem para fiscalizar, principalmente a Receita Federal e o Banco Central.

Os brasileiros querem saber: onde estava a poderosa máquina de arrecadar da Receita Federal e o rigor do Banco Central que não fiscalizavam os donos do poder? Será que eles não liam jornais, viam os noticiosos de TVs informando que esta gente ostentavam riquezas fora dos padrões de seus rendimentos? Agora, depois de inúmeras operações da Polícia Federal, com destaque para a Lava Jato, aparecem as fortunas que proporcionavam jantares regados a garrafas de vinhos de até R$ 200 mil. Sem contar joias, carros, iates, jatos executivos e contas no exterior sem que ninguém do TCU, Receita Federal, Banco Central, Ministério Público e tantos controladores do dinheiro do contribuinte levantassem um dedo para questionar.

Esta elite burocrática do serviço público, tem sua parcela de culpa ao permitir que num curto período no poder, muita gente acumulasse patrimônio milionário da noite para o dia. No mínimo esta multiplicação de pães soaria suspeita em qualquer país sério, mas no Brasil não. Temos um sistema tributário injusto que só persegue classe média, pequenos e médios empresários. Não importa se a perpetuação das desigualdades sociais alarga a cada ano, o abismo entre uma elite privilegiada e os milhões de brasileiros, desde que eles continuem com seus altos salários mantidos por nós, pobres mortais do andar de baixo. Pouco importam se ‘os donos do poder estão roubando’, desde que eles mantenham seus privilégios, por isso a corrupção grassa como erva daninha em todos os níveis da administração pública.

Este país de castas burocráticas divididas entre o Executivo, Judiciário, Ministério Público, Legislativo e Tribunais de Contas, desanima a maioria dos que sobrevivem com poucos recursos. Novamente uma pergunta inevitável: como é possível não existir nestas instituições, um atento fiscal dos bons costumes e da lei, desconfiando das sucessivas edições de medidas provisórias editadas pelos últimos governos, direcionadas para um único segmento de empreiteiras?

A impressão que fica é de que este grande aparato de fiscalização, só persegue pequenos e médios empresários, negativando seu nome, confiscando bens, bloqueando contas de aposentados que recebem menos de R$ 3 mil por mês, enquanto fecham os olhos para os grandes sonegadores e corruptos.

Como o brasileiro comum vai confiar num sistema político que rouba empresas públicas, ou melhor, o contribuinte conforme delatores da Lava Jato tem cantado em prosa e versos. Somas estratosféricas como R$ 7 milhões para o PCdoB, R$ 7 milhões para o PRB, R$ 7 milhões para o Pros e R$ 4 milhões para o PDT, num total de R$ 25 milhões para comprar tempo de TV à campanha de Dilma Rousseff. Tudo dinheiro público que, pasmem, a Justiça Eleitoral, esta jabuticaba brasileira que não vê nada e nem ouve deixa passar diante dos olhos. Tudo sob a ‘fiscalização’ da Justiça Eleitoral.

Este é o sistema democrático em que vivemos, sustentado por miseráveis que trabalham no mínimo quatro meses do ano para pagar impostos. Manter privilégios de uma casta burocrática que só pensam nela mesma. Para esta elite burocrática, enquanto houver bancos emprestando dinheiro para o governo gastar à vontade, mantendo privilégios que vão muito além do teto constitucional que, para os mortais comuns do serviço público, não pode ultrapassar R$ 39.293 mil mensais. Mas, para muitos Califas do Judiciário, Ministério Público, Tribunais de Contas, entre outros, este teto é ultrapassado sem constrangimento. E a massa segue, rangendo dentes e passiva. Até quando?

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