Manifestantes do Mtst são transferidos de delegacia para penitenciária de SP

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Lider do Mtst, Guilherme Boulos disse que o movimento vai recorrer da prisão. Eles dizem que os três “são presos políticos”
Lider do Mtst, Guilherme Boulos disse que o movimento vai recorrer da prisão. Eles dizem que os três “são presos políticos”

Eliane Gonçalves (EBC Radioagência) – Os três manifestantes do movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (Mtst), que estavam presos em uma delegacia na zona leste de São Paulo, foram transferidos para uma penitenciária, também na capital paulista, onde devem aguardar o julgamento.

A transferência aconteceu sob protestos de cerca de outros 500 integrantes do movimento e de familiares dos presos, que chegaram ainda de madrugada na delegacia. Além do motorista Ricardo Santo, 35, também estão presos Luciano Firmino, 41, e o frentista Juraci Santos,57.

Segundo o Mtst, eles participavam da greve geral na sexta-feira (28) e fecharam uma importante via de acesso à capital paulista, a Radial Leste. Eles são acusados pelos crimes de incêndio, explosão e associação criminosa. Durante a greve, em todo o país, foi frequente ver manifestantes queimando pneus para obstruir vias em diversos locais do país.

O Mtst afirma que os três são presos políticos e entrou com o pedido de habeas corpus. A juíza Marcela Filus Coelho, de São Paulo, negou o pedido de liberdade, alegando resguardo da ordem social. Segundo o líder do Mtst, Guilherme Boulos, o movimento vai recorrer da decisão.

“Nós vamos entrar com um novo habeas corpus ainda hoje (terça-feira 2), no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) exigindo a soltura imediata deles. Esperamos que seja aceito. Se for feito justiça, vai ser aceito. Mas, anda difícil confiar no judiciário ultimamente, então caso não seja aceito, nós entraremos com recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ) na quinta-feira (4), pedindo a liberação imediata do Juraci, do Luciano e do Ricardo”, afirma Boulos.

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