Unidos, prefeitos da Ride podem transformar a Amab numa grande força política

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Prefeito de Águas Lindas e presidente da Amab, Hildo do Candango: união de todos na busca de solução para os problemas comuns da Ride
Prefeito de Águas Lindas e presidente da Amab, Hildo do Candango: união de todos na busca de solução para os problemas comuns da Ride

Por Wilson Silvestre – Em tempos de crise política e ‘descrédito na política’ como instrumento de transformação econômica e social, a Associação dos Municípios Adjacentes a Brasília (Amab), entidade composta por 22 municípios, sendo três de Minas Gerais, pode vir a ser uma importante força política para a região. Com uma população estimada em 4,3 milhões de habitantes e 2,5 milhões de eleitores, prefeitos da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal (Ride-DF), buscam por meio da Amab, serem protagonistas do desenvolvimento econômico e social da terceira maior concentração urbana do país.

Para que este movimento realmente atinja seus objetivos, o desafio da Amab será reivindicar em bloco suas demandas, buscando hegemonia política frente aos governos federal e estadual. Sem aportes financeiros da União e do estado por meio de convênios, dificilmente prefeituras terão como honrar compromissos constitucionais. “Mesmo se esforçando para ter um equilíbrio financeiro e planejando as ações de investimentos, a crise econômica e política que o país atravessa, afeta muito os municípios”, diz o presidente da Amab, prefeito de Águas Lindas, Hildo do Candango (PSDB).

Com a queda nos repasses federal e estadual e o instável momento político, qualquer ação individual de um prefeito, tende a ser meramente protocolar. “Sofremos – para quem está no segundo mandato – e ainda estamos sofrendo o impacto da crise nacional que afetou drasticamente a arrecadação municipal. No caso de Goiás, o governador Marconi Perillo após dois anos de cortes orçamentário e economia, reduzindo o tamanho da máquina burocrática, conseguiu recursos para ajudar os municípios por meio do programa Goiás na Frente. Serão mais de R$ 500 milhões principalmente para infraestrutura. Esta contribuição do governo goiano chega em boa hora”, lembra Hildo.

Paralelamente às questões administrativas, prefeitos podem pressionar deputados e senadores de Goiás e Distrito Federal, a ajudarem na indicação do superintende da Ride. Afinal, Brasília e os 22 municípios da região somam quase 5 milhões de eleitores. Um capital político que pode mudar o resultado de uma eleição presidencial a favor ou contra. Na atual configuração, o Ministério da Integração indica o superintende. Na maioria dos casos, por mais competente que seja o indicado, ele pouco ou quase nada faz pelos prefeitos. Por uma razão elementar: não tem nenhuma identificação com os problemas da região, a não ser teoricamente.

Por ser uma entidade associativa, a Amab não pode representar direitos de terceiros em juízo, caso um prefeito tenha que responder junto a questionamentos jurídicos e administrativos nos tribunais de contas, mas pode ser uma grande força política junto aos ministérios e o governo do estado, se atuarem em conjunto. “Nosso objetivo é este: unir nossas vozes”, resume Hildo. Nesta quarta-feira (24), Hildo lidera os prefeitos da Região Metropolitana de Brasília (Rembra), numa reunião na Agência Nacional de Transportes Terrestres (Antt). Por meio da Amab, eles buscam uma solução para o atávico problema do transporte urbano entre os municípios que fazem fronteira com Brasília. “Desde quando fui deputado estadual por Goiás, prefeito no meu primeiro mandato e vice-presidente da Amab à época, luto para melhorar as condições do transporte urbano que serve a população na região. Agora, como representante da Amab, juntamente com os meus colegas prefeitos, pedimos mais uma vez que a Antt olhe para essa região que engloba 25% da população Goiás”, cobra Hildo.

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