SUCESSÃO EM GOIÁS] Pela movimentação nos bastidores, o vice de José Eliton pode sair do PTB ou do PSD

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A dupla tucana Lêda Borges e Célio Silveira sonham com a vaga de vice, mas pesam contra eles o fato de serem do mesmo partido de José Eliton. Lêda está mais focada agora na Câmara Federal
A dupla tucana Lêda Borges e Célio Silveira sonham com a vaga de vice, mas pesam contra eles o fato de serem do mesmo partido de José Eliton. Lêda está mais focada agora na Câmara Federal

Por Wilson Silvestre – Desconsiderando a região metropolitana de Goiânia, Capital do estado composta por 20 município com 36 milhões de habitantes, a Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal (Ride), concentra o segundo maior contingente eleitoral de Goiás. São mais de 4 milhões de pessoas nos 19 municípios e quase 3 milhões de eleitores. Este capital político cresce os olhos de qualquer pretendente a conquistar a cadeira de governador e por isto, todas lideranças do Entorno de Brasília apostam que o vice será da região.

Pretendentes é o que não faltam. Começando pela deputada licenciada e super secretária de Cidadania, Lêda Borges. Ela, além de ser pupila do governador Marconi Perillo, traz no currículo o fato de ter sido ex-prefeita de Valparaíso e ter conseguido eleger – contra todos os prognósticos –, o prefeito da sua cidade, Pábio Mossoró (PSDB). Outro que acalenta o sonho é o deputado federal e ex-prefeito de Luziânia – maior colégio eleitoral da região –, Célio Silveira. Fala-se também no nome da estrela tucana em ascensão, prefeito de Águas Lindas, Hildo do Candango.

Todos com potencial e credenciais para compor com méritos a vaga de vice, mas tem um porém: ambos são do PSDB. Dificilmente o pré-candidato ao governo de Goiás, José Eliton (PSDB) indicará um tucano para sua vice. Se ocorrer, divide seus aliados no Entorno montando uma chapa ‘puro sangue’. Tanto José Eliton quanto o governador Marconi Perillo, pré-candidato ao Senado não vão correr este risco.

Especula-se que um deles, principalmente Célio Silveira migraria para um partido da base. Muito improvável isto ocorrer pois seria puro oportunismo político e provocaria um sim ama base tucana.

Outro que tem possibilidades de indicar o vice é o PSD. Seu presidente no estado, secretário Vilmar Rocha conseguiu tornar o partido mais orgânico na última eleição, bem diferente de quando foi criado. Além de ser o fiel na balança eleitoral, tem a vantagem de que o prefeito de Luziânia, Cristóvão Tormin é pessedista. Tratativas neste sentido estão em andamento, tendo o deputado federal Célio Silveira, detentor da palavra final. Se ele avalizar esta aliança, terá o apoio de Cristóvão para disputar a reeleição ampliando suas chances com folga.

José Eliton e o prefeito de Luziânia Cristóvão Tormin (PSD: especulações apostam que a vice pode ser o prefeito
José Eliton e o prefeito de Luziânia Cristóvão Tormin (PSD: especulações apostam que a vice pode ser o prefeito

Se o nome de Cristóvão não emplacar, Vilmar pode indicar o deputado estadual Francisco Jr. Além da densidade eleitoral na região metropolitana de Goiânia, Francisco Jr pode selar definitivamente a aliança PSDB/PSD, ampliando o espaço para a reeleição de Thiago Peixoto.

Com a entrada em cena do ex-senador Demóstenes Torres pelas mãos do presidente do PTB em Goiás, Jovair Arantes o partido pretende mais do que simplesmente ir no ônibus: também quer sentar-se na poltrona ao lado da janela. Ou seja: a vaga de vice. Pelo menos esta é a impressão que se tem ao ler a entrevista com o ex-deputado federal, Luiz Bittencourt feita pelo repórter Alexandre Parrode publicada no Jornal Opção. Diz Bittencout: “PTB é hoje o partido de maior representatividade. É o que mais tem legitimidade para compor a chapa majoritária, de participar do plano de governo. É um partido que ajuda em Brasília e defende Goiás”.

De fato o PTB ganhou musculatura elegendo prefeito no terceiro maior colégio eleitoral de Goiás, Anápolise também em Itumbiara. Além disso, tem forte presença no Entorno, principalmente Águas Lindas, Luziânia e Planaltina.

Concreto mesmo é que o Entorno tem todas as fichas para bancar o vice de José Eliton, mas como bem lembra o pragmático e experiente político Vilmar Rocha: “Vamos aguardar o início de 2018 pois até lá, teremos uma reforma política a ser votada no Congresso e, por enquanto, o cenário recomenda-se muita cautela quanto ao futuro”, pondera.

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