Procura-se desesperadamente um nome para resgatar o país do pântano da corrupção

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Por Wilson Silvestre – A esperança do brasileiro de que suas principais instituições, Executivo, Judiciário, Legislativo e Ministério Público possam resgatar o país do pântano da corrupção, a cada dia tende a diminuir. A frustração é tanta que não se vê manifestações espontâneas clamando aos poderes constituídos, principalmente executivo e legislativo, mais empenho no combate à corrupção, gastos com privilégios, melhores serviços em saúde e segurança.

Até mesmo o Judiciário e Ministério Público, elite da elite burocrática brasileira se engalfinham num poço de vaidades, esquecendo-se que são pagos – e como! – pelos contribuintes para dar segurança jurídica ao país. Nem isso eles conseguem. Basta ver a forma seletiva que tratam os acusados de crimes contra o estado.

Nem o principal causador e líder desta catástrofe econômica e política em que se encontra o Brasil, tudo indica, não será preso e ainda corre o risco de ser eleito novamente. Percebe-se que no final, entre mortos e feridos, prevalece o ‘jeitinho da elite’ em mudar tudo para deixar como está. Somente jogo de cena enquanto o país desce acelerado ladeira a baixo.

Pelo teor das revelações divulgadas até agora pela mídia, a percepção geral é a de que tão cedo haverá um epílogo na avalanche de malfeitos perpetrados pela elite empresarial, inquilinos do Congresso Nacional e seus partidos.

É notório que a cada investida da Polícia Federal (PF) e, principalmente da Força Tarefa de Curitiba, novos fatos e personagens por demais conhecidos vão sendo expostos ao descrente cidadão. O que era apenas murmúrio, materializa-se como “mais um escândalo” assombrando a população brasileira que sonha viver num país minimamente decente.

Tem-se a sensação de que o país está condenado a conviver com um arremedo de democracia que, de tão frágil, produziu poucos líderes com virtudes de estadistas. Os poucos que se aventuraram à missão, logo foram sufocados pela maioria de oportunistas travestidos de democratas.

Num pequeno retrospecto, não tão distante, verifica-se a qualidade das lideranças produzidas pela redemocratização do país: de um lado, uma esquerda atrasada no tempo, corrupta, populista e sem escrúpulos sugando os escassos recursos da nação. Na outra ponta, partidos ditos de ‘direita’ mais preocupados em lambuzar-se na mesma lama corrupta, corroendo o estado brasileiro como se os recursos não fossem finitos. Juntos, eles produziram um déficit de R$ 190 bilhões e, até agora, quase 15 milhões de brasileiros na fila do desemprego.

No meio destes predadores do erário público, empresários honestos e os cidadãos tentando sobreviver. Ironicamente sustentando uma máquina voraz no consumo sem limites de nossos impostos.

Essa gente se instalou em postos estratégicos da nação como Petrobras, fundos de pensões, Banco do Brasil, Caixa, BNDS e inúmeras empresas estatais com um único objetivo: roubar o país. Usaram o Estado brasileiro como moeda para alargar seus tentáculos em outros partidos. E pior. A esperança de que o PSDB fosse empunhar a bandeira da reconstrução de confiança na política como instrumento de conquistas sociais, econômicas e melhor qualidade de vida, mostrou-se no fim e a cabo que era farinha do mesmo saco.

Agora, o inconsciente da nação busca desesperadamente, entre desalento e esperança, uma nova safra de representantes políticos compromissados com o cidadão e o país. Por décadas, os mesmos mandatários do poder são personagens e protagonistas dos destinos da nação brasileira. Sempre pregando moralidade, respeito ao contribuinte e falando em nome do povo. Está na hora de mudar.

Ao aproximar-se de novas eleições, novamente os mesmos ‘salvadores da pátria’, apresenta-se na pele de cordeiros, mas ao olhar de perto, logo percebe-se que as intenções continuam as mesmas: usar o voto para manter a organização política no mesmo patamar. Eles se elegem com votos de milhões e, eleitos, passam a servir a alguns caciques de seus partidos e interesses próprios.

PSDB, PT, PTB, PSB, PP, PSD, PR e tantas outras siglas são partidos de ideias convergentes que em muitos casos se assemelham, basta ver os acordos feitos longe dos olhares do distinto público para votarem seus interesses. Em momento algum vê-se honestidade nos propósitos coletivo, mas tão somente no que diz respeito aos seus ganhos eleitoreiros ou financeiros.

Urge mudar o país, mas para que isto aconteça, o eleitor tem que mudar seu voto. Sem esta mudança não adianta trocar os políticos, pois a qualidade de quem vai representar o eleitor pesa muito na defesa dos interesses dos cidadãos. Este novo olhar do eleitor vai encontrar, mesmo entre o cesto de frutos contaminados, um novo líder que não seja ‘Caçador de Marajás’, ‘Pai dos Pobres’ ou adepto do ‘Estado de notáveis burocratas’.

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