Vilmar Rocha provoca arrepios nas plumas dos tucanos ao dizer para Lúcia Vânia que “vamos estar juntos em 2018

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Presidente do PSB em Goiás, senadora Lúcia Vânia e o presidente do PSD goiano, Vilmar Rocha: possível aliança em 2018 provoca especulações e ouriça plumagem tucana (Divulgação PSB)
Presidente do PSB em Goiás, senadora Lúcia Vânia e o presidente do PSD goiano, Vilmar Rocha: possível aliança em 2018 provoca especulações e ouriça plumagem tucana (Divulgação PSB)

Por Wilson Silvestre – O encontro regional do PSB goiano na sexta-feira (15), em Goiânia, serviu como termômetro para a senadora Lúcia Vânia medir o grau de liderança à frente do partido. Pelo número de participantes entre deputados, prefeitos, vereadores, lideranças municipais e militantes, o “saldo foi além das expectativas”, de acordo com assessores. Mas, o que arrepiou a plumagem tucana não foi a festa dos socialistas e sim o discurso do presidente do PSD e secretário de Estado no Governo de Goiás, Vilmar Rocha.

Amigo da senadora há vários anos tendo recebido apoio dela na disputa pelo Senado em 2014, Vilmar compareceu ao evento como convidado especial. Ao discursar no evento, o presidente do PSD manteve seu estilo conciliador e diplomático, abordando o momento em que passa o país com sucessivos escândalos. Pontuou a Lava Jato como exemplo da má política que trava a recondução de crescimento do país. Na conclusão de sua fala, Vilmar deixou no ar um enigma: “Tenho convicção [Lúcia Vânia] que estaremos juntos em 2018. Estivemos juntos a tanto tempo, buscando o melhor para Goiás, não há motivos para não estarmos em 2018”.

Foi o suficiente para tucanos ficarem de bico empinado e com plumagem ouriçada, vendo nesta fala uma possível aliança fora da base da dupla Marconi/José Eliton. Vilmar explicou ao blog que sua declaração não tem mistério nenhum. “A Lúcia e eu somos parceiros históricos deste projeto de poder do governador Marconi desde 1998, portanto, penso que vamos estar juntos novamente neste novo desafio”.

Vilmar defende que após a reforma política – se houver –, os partidos vão ter um quadro mais nítido das regras eleitorais e ai sim, reunir a base para saber qual será o papel de cada um. Enquanto isso, tucanos ‘bicam’ em Vilmar tentando uma definição antecipada de apoio ao projeto de José Eliton. O mais recente beliscão partiu do ex-prefeito de Catalão, Jardel Sebba (PSDB), aliado de primeira hora de Marconi Perillo. “É um absurdo o secretário das Cidades e Meio Ambiente, Vilmar Rocha, articular com a oposição, notadamente com Daniel Vilela, pré-candidato do PMDB ao governo, e ao mesmo tempo não pedir para sair do governo do Estado. (…) Não se deve fazer jogo duplo em política. É preciso ter posicionamento e lealdade”, conforme registrou o Jornal Opção.

Foi um recado direto ao PSD de Vilmar mostrando que Marconi e José Eliton vão jogar duro para manter a base unida. Jardel disse que falou em seu nome e não num contexto de governo, mas em política, um ponto pode ser lido como uma sentença. Vilmar sabe disso que tudo tem seu tempo e o dele se define a partir de janeiro do próximo ano.

De acordo com especulações na mídia, por trás do gesto de cortesia entre Vilmar e Lúcia Vânia existe a possível aliança de uma terceira via encabeçada pelo PSD e PSB. Fala-se que Vanderlan Cardoso entraria em cena novamente como pré-candidato ao governo de Goiás. Uma improvável aliança, mas no tabuleiro das apostas, tudo pode acontecer, incluindo nada.

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