Para manter seu projeto político de pé em 2022, Hildo do Candango terá que eleger pelo menos um deputado

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Prefeito de Águas Lindas, Hildo do Candango precisa eleger pelo menos um deputado estadual de sua estrita confiança. A carismática primeira-dama, Aleandra Sousa tem todos os requisitos: popularidade, densidade eleitoral fora do município e lealdade canina, mas a base de apoio está dividida quanto a indicação
Prefeito de Águas Lindas, Hildo do Candango precisa eleger pelo menos um deputado estadual de sua estrita confiança. A carismática primeira-dama, Aleandra Sousa tem todos os requisitos: popularidade, densidade eleitoral fora do município e lealdade canina, mas a base de apoio está dividida quanto a indicação

Por Wilson Silvestre – Ser líder político é uma tarefa que requer, além da habilidade em manter o grupo que lidera unido, construir pontes para chegar até o eleitor e assegurar a manutenção do poder no futuro. Estes são os desafios que o prefeito de Águas Lindas e presidente da Associação dos Municípios Adjacentes a Brasília (Amab), Hildo do Candango (PSDB) tem à sua frente.

Assim como Joaquim Roriz está para a história de Brasília nas últimas duas décadas – guardada as devidas proporções –, Águas Lindas será lembrada como antes e depois da gestão Hildo do Candango (PSDB). Até os adversários reconhecem que a cidade é outra, graças as intervenções administrativas e políticas adotadas pelo prefeito. Hildo soube aplicar gestão privada com a burocracia pública, gerando resultados que transformaram o município numa referência no estado.

Até agora, ele tem errado pouco e realizado uma administração singular, sendo referência em todas conversas que envolvem gestão pública. Mas, nem tudo se resume em ‘ser um bom prefeito’ e atender bem os cidadãos. O componente político pode azedar a boa química constituída pela aliança partidária que ajudou sua reeleição.

Não é segredo no meio político do Entorno de Brasília que a primeira-dama de Águas Lindas, Aleandra Sousa acalenta o sonho de disputar vaga para deputada estadual. Até ai, nada de anormal a não pelo fato de que este gesto pode acarretar sérios problemas ao prefeito no decorrer do último ano de seu mandato. Ele terá que administrar vaidades entre seus aliados que vão pleitear a primazia de ser ‘o candidato do prefeito’. Isto se a gestão estiver no patamar de aprovação que ostenta hoje.

Na esteira do desafio, eleger um dois deputados estadual de sua estrita confiança como a carismática primeira-dama Aleandra, seria o melhor dos mundos. Ele teria alguém que não iria ser tentado a pular de galho – atitude comum entre políticos –, deixando Hildo sozinho. Esta estratégia sinaliza que em 2020, fim do mandato, ele precisa ter um grupo forte para, em 2022, pleitear vaga na chapa majoritária ou, na pior das hipóteses, concorrer a deputado federal.

São planos mais ou menos pensados que dependem de vários fatores, mas que fazem parte do eixo central da estratégia política de Hildo sobre o futuro. Enquanto este tempo não chega, terá que administrar uma oposição interna, externa e manter sua gestão numa média aceitável de aprovação. Paralelamente, divulgar seu nome fora dos arredores do quadrilátero de Brasília, indo aos rincões distantes dos 246 municípios goiano. Não custa sonhar.

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