Produtor de Jataí reduz 100% do custo de energia com implantação de sistema fotovoltaico

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Projetada para uma produção média de 30.000 kWh/mês, a usina fotovoltaica na Fazenda Bom Jardim está em funcionamento desde novembro de 2016 com capacidade instalada de 214 kW (Arquivo pessoal Irmãos Gazarini)
Projetada para uma produção média de 30.000 kWh/mês, a usina fotovoltaica na Fazenda Bom Jardim está em funcionamento desde novembro de 2016 com capacidade instalada de 214 kW (Arquivo pessoal Irmãos Gazarini)

Por Thalita Braga – Com uma área de 4 mil hectares (ha) em produção, no município de Jataí (GO), o paranaense Antônio Gazarini tem história no sudoeste goiano com altos números de produtividade nas lavouras de milho. São mais de 30 mil toneladas do grão produzidas anualmente e para estocar tudo isso, o agricultor mantém em funcionamento armazéns com alta demanda de energia elétrica. Em 2015, Gazarini viu na energia solar a possibilidade de diminuir os custos da produção, tendo o sol trabalhando a seu favor na produção de energia.

O produtor rural conta que após pesquisas sobre a tecnologia e a viabilidade econômica do projeto, apresentadas pela empresa Strom Brasil, não teve dúvidas em investir no negócio. “Nós vimos a viabilidade do projeto porque energia elétrica é muito cara e demanda muitos recursos. Além disso, a empresa que escolhemos para executar esse investimento viabilizou todo o projeto pelo Fundo de Financiamento do Centro-Oeste (FCO)”, conta Antônio. O empresário estima obter o retorno do valor investido em cinco anos.

Entre as vantagens do sistema, Gazarini (foto) aponta a redução dos custos da conta de energia e a capacidade de produção a partir de uma fonte renovável infinita (o sol). “A grande vantagem é que, com o funcionamento sazonal dos armazéns, tem época que nós estamos produzindo energia, mas não estamos consumindo. Isso gera créditos que quando forem necessários, serão compensados junto à concessionária; temos uma garantia de 25 anos do sistema que adquirimos, além de ser uma energia limpa e de graça”, afirma.

05Para Gazarini não resta dúvidas, foi um investimento certo. “A usina está em pleno funcionamento, trata-se de um projeto totalmente viável e, até o momento, os resultados têm sido dentro do esperado. No final do ano, quando completarmos um ano de funcionamento, teremos dados ainda mais precisos, visto que a demanda principal são os armazéns, que têm funcionamento sazonal. Já estou indicando para os amigos”, diz.

EFICIÊNCIA ENEGÉTICA – Projetada para uma produção média de 30.000 kWh/mês, a usina fotovoltaica na Fazenda Bom Jardim está em funcionamento desde novembro de 2016 e atende toda a demanda da propriedade: sede e armazéns. São 690 painéis fotovoltaicos e 6 inversores de energia, totalizando 214 kW. Segundo o diretor comercial da Strom Brasil, Fernando Sabino, responsável pelo projeto, a capacidade de produção de energia da usina corresponde ao uso mensal de 300 domicílios de baixa renda.

Fernando destaca a facilidade de acesso às informações de desempenho do sistema fotovoltaico. “A Strom conta com um sistema de monitoramento remoto que permite que o produtor acompanhe, em tempo real, o desempenho de sua usina, tanto na economia de energia quanto nos benefícios ambientais, inclusive, se quiser, pelo celular”, destaca.

PENSANDO NO FUTURO – O engenheiro agrônomo Cláudio Seabra, representante comercial da Strom Brasil, esclarece que a implantação de usinas de energia fotovoltaica não causam impactos ambientais, como por exemplo, inundações de áreas agricultáveis, devastação da flora e fauna e emissão de CO2 na atmosfera, impactos estes, danosos e, muitas vezes, irreversíveis para o ecossistema. “O Brasil possui um imenso potencial para gerar eletricidade a partir do sol. Só para se ter uma ideia, a radiação solar na região mais ensolarada da Alemanha, que é um dos líderes mundiais no uso da energia fotovoltaica, é 40% menor do que na região menos ensolarada do Brasil”, destaca.

Cláudio Seabra esclarece ainda que o custo de implantação de uma usina fotovoltaica, que era economicamente inviável há algum tempo atrás, caiu cerca de 40% nos últimos 4 anos. “Este fato, somado à abertura de linhas de crédito de financiamento como, por exemplo, o FCO, faz com que, agora, os projetos sejam muito viáveis, pois as parcelas do financiamento bancários são cobertas pelos valores anteriormente pagos para a concessionária de energia. Como o payback dessas operações se dá entre 4 e 7 anos, dependo do projeto e, a garantia de produção da usina é superior a 20 anos, o que era despesa para o irrigante, passa a ser uma grande fonte de lucro”, ressalta.

Outra viabilidade do investimento é a possibilidade de produzir energia em uma área – rural ou urbana, e compensá-la em outro endereço dentro da área da mesma concessionária. “Caso o consumo esteja abaixo da produção de energia da usina fotovoltaica, o proprietário pode fazer a compensação do excedente em sua casa ou escritório”, explica Seabra. Segundo o Caderno de Recursos Energéticos Distribuídos – FGV Energia, a geração distribuída no Brasil tem como base o “net metering”, no qual o consumidor-gerador (ou “prosumidor”, palavra derivada do termo em inglês prosumer – producer and consumer), após descontado o seu próprio consumo, recebe um crédito na sua conta pelo saldo positivo de energia gerada e inserida na rede (sistema de compensação de energia). Sempre que existir esse saldo positivo, o consumidor recebe um crédito em energia (em kWh) na próxima fatura e terá até 60 meses para utilizá-lo. No entanto, os “prosumidores” não podem comercializar o montante excedente da energia gerada entre eles.

Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) os sistemas solares fotovoltaicos instalados em residências, comércios, indústrias, prédios públicos e na zona rural, já representam mais de 99% das instalações de micro e minigeração distribuídas no Brasil. O país possui, atualmente, 12.520 sistemas fotovoltaicos conectados à rede, que proporcionam economia na conta de luz dos consumidores e beneficiam um total de 13.897 unidades consumidoras espalhadas pelo território nacional. Dos 100 MW instalados, 42% são provenientes da fonte solar fotovoltaica e representam mais de R$ 850 milhões em investimentos no país. (Assessoria de Comunicação Irrigo (61) 99672-8157 | imprensa@irrigoias.com.br)

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