Polarização Zé Eliton/Caiado ganha as ruas e esquenta o debate para governador de Goiás

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A política tem estas ironias: a imagem acima mostra que num passado não tão distante, José Eliton nem sonhava que um dia iria enfrentar Ronaldo Caiado nas urnas pelo governo de Goiás
A política tem estas ironias: a imagem acima mostra que num passado não tão distante, José Eliton nem sonhava que um dia iria enfrentar Ronaldo Caiado nas urnas pelo governo de Goiás

Por Wilson Silvestre – O distinto público goiano, mais precisamente os 4.219.65 eleitores inscritos até o ano passado vão participar de uma eleição histórica, tanto para presidente, governador, senador, deputado federal e estadual. Será um termômetro para avaliar se os brasileiros querem um país verdadeiramente democrático, ou o faz de contas em que vivem. Muita gente acredita que haverá uma nova configuração de forças partidárias, trocando personagens e conceitos políticos com fadiga de uso por novos. Esta é a expectativa, mas ninguém tem uma ideia precisa do que o eleitor vai produzir com seu voto: continuísmo com seus velhos e conhecidos atores ou os novos ‘Joãos Dórias’?

Em Goiás, os personagens continuam os mesmos e não deve haver mudanças. De um lado, o vice-governador José Eliton (PSDB) jogando com as cartas azul, ou seja, apoiado pelo governador Marconi Perillo (PSDB) e seu legado de quatro mandatos. No extremo, o senador Ronaldo Caiado (DEM) ensaiando sua última cartada pela sobrevivência de seu partido. Se for eleito, terá que mostrar mais do que discursos raivosos e reinventar uma nova era de ganhos econômicos e social.

A campanha já foi deflagrada há meses, mas só agora o debate começa a ganhar às ruas, quando for oficializada pela justiça, o eleitor já sabe quem é quem na disputa. Isto porque a polarização permanece até agora, entre ‘Zé Eliton’ e Caiado. Espremido estre os dois, o PMDB do deputado federal Daniel Vilela ‘Vai não Vai’ e Iris Rezende e sua banda. Esta indefinição dos peemedebistas, por enquanto, não animou a arquibancada do partido e eleitores. Paralelamente, a senadora Lúcia Vânia (PSB tenta construir uma via alternativa de olho na reeleição, mas nesta altura da disputa, quase na hora de entrar em campo, dificilmente conseguirá reunir um time competitivo.

Suas alternativas são permanecer na base Zé Eliton/Marconi ou ir com o grupo de Ronaldo Caiado. Pragmaticamente, gostaria de permanecer com o bloco do governo pois terá Marconi Perillo puxando votos na majoritária para o Senado. Se não der certo, deve ir mesmo com Ronaldo Caiado. Esta opção tem um porém:  muitos prefeitos do PSB estão ‘amarrados’ ao Programa Goiás na Frente’. Nestes tempos de secura financeira, ninguém recusa ajuda, mesmo que venha sob o manto de ‘política republicana’ como o governador Marconi Perillo gosta de dizer.

Aos desavisados, é bom lembrar que o governador Marconi Perillo não é o candidato ao governo e sim José Eliton e, pelo estilo e discursos proferidos até agora, mostra que ele tem luz própria e aprendeu a dominar a máquina burocrática. Nunca é demais lembrar que Marconi deixa o governo em abril de 2018, alargando o poder do pré-candidato tucano. Mesmo que a oposição insista em tornar a disputa plebiscitária, ou seja, avaliando os governos de Marconi, o tiro pode sair pela culatra. O eleitor tende a buscar a segurança do que ele conhece.

SALDO POSITIVO – Marconi ao longo dos mandatos à frente do governo, tomou muitas medidas impopulares visando equilibrar as contas do estado, abrindo uma frente permanente de atritos entre os funcionários públicos, principalmente professores, categoria dominada pelos partidos de esquerda. Mas, considerando que os ajustes permitiram não atrasar salários ou entrar em situação pré-falimentar como Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro entre outros estados, o saldo é positivo.

Para os afoitos, um lembrete: não existe favorito nesta disputa para o governo de Goiás. O máximo que as pesquisas podem apontar é que a intenção de votos hoje, não significa que está na frente vença a disputa. Este termômetro será melhor percebido quando a campanha ganhar às ruas. Até lá, o que existe é o mimimi de sempre: muito barulho e festa.

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