Vaidade e arrogância pode reduzir o PSDB de Brasília a uma frase: “Aqui jaz um partido”

0
Deputado federal Izalci Lucas em combate aberto com Maria Abadia: embate que não terá vencedores e pode levar os tucanos à extinção no Distrito Federal
Deputado federal Izalci Lucas em combate aberto com Maria Abadia: embate que não terá vencedores e pode levar os tucanos à extinção no Distrito Federal

Por Wilson Silvestre – Ao contrário do PSDB de Goiás que está no poder desde 1998, o de Brasília sempre foi uma força política periférica, mesmo na era FHC quando os tucanos voavam em revoadas sobre o país, continuou em estado de inanição. O mais próximo do poder em que chegou no Distrito Federal foi em 2002 quando Roriz disputou o 4º mandato tendo como vice, Maria Abadia. Roriz venceu o petista Geraldo Magela no segundo turno com apenas 15 mil votos de frente.

Em 31 de março de 2006, Roriz deixou o governo por força da legislação para disputar o Senado e Abadia tornou-se governadora. Esta foi a primeira e única vez em que o PSDB brasiliense sentou-se na principal cadeira do Palácio do Buriti. Desta data aos dias de hoje, não passou de um coadjuvante até ser reduzido à condição de ‘nanico’ no governo de Agnelo Queiroz (PT).

Sem ter uma voz crítica no contraponto do embate político entre as siglas de centro-direita e esquerda, foi perdendo o brilho ficando restrito aos restaurantes da moda em Brasília. Goste ou não, o único que se propôs a resgatar o ideário tucano, foi o deputado federal Izalci Lucas. Mesmo sendo um templário solitário, estabeleceu um perímetro defensivo inserindo a legenda no embate político. Não poupou críticas ao governo Agnelo Queiroz do PT e nem do socialista Rodrigo Rollemberg.

Sem a união dos ‘históricos’ do partido, como Maria Abadia para acompanhá-lo na empreitada, terminou por articular junto à cúpula nacional o apoio que precisava para consolidar seu projeto de poder. Este gesto foi a gota d’água para entornar de vez o caldeirão tucano. Armou-se o conflito entre os emplumados pró-governo Rodrigo Rollemberg e o projeto de Izalci Lucas em disputar o Buriti no próximo ano.

Este breve histórico mostra que a legenda nunca conseguiu se firmar como oposição consistente, quando muito, protagonizava ações isoladas sem nenhuma relevância partidária de impacto junto aos poucos filiados. Paralelamente, seus principais dirigentes ao invés de unirem forças para tornar o partido mais orgânico, passaram a se digladiarem numa disputa fratricida movidos por vaidade e arrogância.

Não precisa ser nenhum especialista em política para perceber que esta rusga entre o grupo do deputado federal, Izalci Lucas e Maria Abadia vai levar o partido à lona em 2018. Mesmo que um dos lados saia vitorioso na contenda, a divisão está sacramentada. Os perdedores vão levantar acampamento para outras legendas, deixando os tucanos restantes literalmente depenados.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.

AN