Daniel do Sindicato sabe que agora é vidraça, mas avisa que tem estilingue

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Prefeito de Cristalina, Daniel do Sindicato: “Escassez de recursos é como cobertor curto no frio: ou cobre a cabeça ou os pés. Na gestão pública é parecido pois não dá para atender todas as demandas da população de uma vez só, mas continuamos trabalhando muito para prestar o melhor serviço” (Reprodução TV Luziânia)
Prefeito de Cristalina, Daniel do Sindicato: “Escassez de recursos é como cobertor curto no frio: ou cobre a cabeça ou os pés. Na gestão pública é parecido pois não dá para atender todas as demandas da população de uma vez só, mas continuamos trabalhando muito para prestar o melhor serviço” (Reprodução TV Luziânia)

Por Wilson Silvestre – A atual safra de prefeitos está prestes a completar um ano de gestão e, com raras exceções ainda não conseguiram sanar dívidas dos antecessores, manter o equilíbrio fiscal, entre demandas crescentes da população e recursos cada vez mais escassos. Diante do cenário recessivo em que o país está mergulhado a tarefa fica mais difícil na captação de recursos, tanto no governo federal quanto estadual.

Quando recebem ajuda de emendas parlamentar ou mesmo parcerias por meio de convênios, esbarram na restrição do cadastro negativo. Se não bastassem as dificuldades de ordem administrativa, os adversários derrotados na disputa eleitoral aproveitam o momento de ajustes na governança para ‘permanecer no palanque’.

De cada 10 prefeitos, oito são acossados pela crise brasileira, entre eles o de Cristalina, Daniel [do Sindicato] Sabino Vaz (PSB).

Herdeiro de dezenas de demandas da gestão passada, principalmente nas áreas de saúde, infraestrutura, moradia e dívidas, de acordo com Daniel tem “pulado mais do que sapo diante de cobra para manter salário em dia e a prestação de serviços”. Na sua avaliação, estes são os principais entraves que dificultam atender a população como ela merece. “Infelizmente, dinheiro não dá em árvore”, lamenta.

Para ele, uma oposição minoritária insiste em ver conceitos diferentes daqueles recomendados pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), a qual todo gestor público está sujeito. “Nosso trabalho não é só propaganda ou lançamento de obras que fatalmente não serão concluídas por falta de recursos. Trabalhamos com os pés no chão, sem maquiagem ou se passando por moderno”, alfineta Daniel.

O prefeito sabe que agora é vidraça e que a oposição vai jogar pedras, mas avisa: tem estilingue para atirar de volta com a mesma força. “Entendo que o papel da oposição é apontar falhas e fazer contraponto, mas se insistirem na crítica só para tumultuar a administração, escondendo as conquistas alcançadas, cairão na vala comum dos que estão contra os interesses dos cidadãos”.

Daniel diz que após meses de idas a Brasília e Goiânia, batendo de porta em porta dos gabinetes de deputados, senadores, ministérios e do Governo de Goiás, conseguiu renegociar dívidas deixadas pelo antecessor. “Não podíamos receber recursos federal ou estadual por conta da inadimplência do município, sendo a mais grave com o INSS de R$ 31 milhões. Resolvido esta pendenga, agora o caminho burocrático está livre para celebramos convênios e receber recursos, como o Goiás na Frente”.

Outras relevantes conquistas que ele cita é o atendimento à saúde e os índices de educação. “Um dos grandes desafios foi melhorar a prestação de serviços na saúde e hoje, graças a Deus podemos dizer que avançamos muito. Para se ter uma ideia, temos uma média de 70 partos mensal entre outros procedimentos médicos. Na educação, o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), melhorou muito. Além do aproveitamento escolar, nossas crianças tem garantia assegurada da merenda escolar e transporte”.

Mesmo diante de tantos desafios encontrados, Daniel mostra-se tranquilo e garante que está cumprindo compromissos assumidos com a população. Assegura que a prioridade tem sido atender os mais necessitados do poder público, mas também setores responsáveis pela geração de empregos, renda e investimentos no município.

“Não se resolve em um ano de gestão, problemas postergados por anos pelo antecessor. Soma-se às antigas demandas, novos desafios que infelizmente dependem de recursos extras”. Enumera o déficit por moradia, saneamento básico e asfalto como demandas urgentes cobradas pela população. “Determinei aos secretários, empenho e união entre todos para resolvermos os problemas mais urgentes. Equipes interligadas e focada nas demandas da população, produzem serviços de melhor qualidade. Esta é nossa meta e vamos trilhar neste caminho até o final de nossa gestão”.

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