PSDB teme virar plutocracia paulista por isso Marconi Perillo tem chances de vencer no diretório nacional

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Governador de Goiás, Marconi Perillo segue favorito na disputa com o senador Tasso Jereissati (CE) para presidir o diretório nacional do PSDB
Governador de Goiás, Marconi Perillo segue favorito na disputa com o senador Tasso Jereissati (CE) para presidir o diretório nacional do PSDB

Por Wilson Silvestre – O receio em tornar-se numa plutocracia paulista, leva a cúpula do PSDB — tendo à frente o governador Geraldo Alckmin —, pensar o futuro. Caso o grupo paulista saia vitorioso na convenção do partido no dia 9 de dezembro, fica caracterizado que a ‘República de São Paulo’ só olha lideranças de outras regiões do país como coadjuvantes.

Mirando na disputa para a Presidência da República em 2018, Alckmin sabiamente não deve entrar nesta bola dividida, principalmente com o senador Tasso Jereissati, um dos tucanos de bico comprido e influente numa boa parcela da região Nordeste.

Por enquanto, a disputa pelo comando nacional do PSDB está afunilada entre o governador de Goiás, Marconi Perillo e o senador Tasso Jereissati, do Ceará. De acordo com a Folha de S. Paulo, Marconi conta, até agora, com 204 votos contra 128 de Tasso e a tendência é os paulistas votarem no goiano, caso Alckmin mantenha-se neutro.

Desde a derrota eleitoral para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e posteriormente sua pupila Dilma Rousseff, os tucanos tem se engalfinhado em contendas internas. Estas rusgas provocaram fissuras no crescimento do partido e na elaboração de um projeto econômico, social e político para o país. A concentração de poder nas mãos dos paulistas, controlando a máquina partidária, dificulta o diálogo com outras forças partidárias nas demais regiões do país, mais precisamente Nordeste, Norte e Centro Oeste.

Restabelecer o diálogo e unir forças para resgatar o legado de Franco Montoro e Mário Covas, dois personagens históricos do tucanato, será o grande desafio do vencedor. Se não houver embaraços e surpresas, Marconi deve ser eleito com o apoio majoritário de São Paulo, Distrito Federal, Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Amazonas, Rio Grande do Norte, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Sergipe.

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