Wilder Morais flerta com o MDB, pisca para Ronaldo Caiado e recebe um ‘chega prá lá’ da base aliada

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Senador Wilder Morais do Progressistas tinha tudo nas mãos para conquistar vaga na chapa majoritária de José Eliton, mas esticou demais a corda e ficou na ‘geladeira’, por enquanto (Foto: Agência Senado)
Senador Wilder Morais do Progressistas tinha tudo nas mãos para conquistar vaga na chapa majoritária de José Eliton, mas esticou demais a corda e ficou na ‘geladeira’, por enquanto (Foto: Agência Senado)

Por Wilson Silvestre – Em política vale o combinado pois não tem nada escrito, mas se alguém roer a corda ou esticá-la demais, pode sofrer consequências que vão do ‘gelo’ ao abandono como aliado. Este parece ser o caso do senador Wilder Morais (Progressistas), ex-PP e até bem pouco tempo, ‘encantador de prefeitos’ e lideranças da base Marconista no estado.

Como todo milionário que ascendeu à escala de milhões em pouco tempo, adotou a ostentação como arma de sedução para atrais políticos de alto calibre. Preferencialmente, prefeitos e líderes de pouca expressão política, mas com potencial para fazer volume em suas festivas reuniões partidárias.

Até ai, tudo dentro do figurino de quem chegou ao Senado como suplente, pegando ‘carona’ na popularidade do então senador Demóstenes Torre. Adaptou rapidamente aos usos e costumes do Congresso, se destacando em alguns momentos como um senador atuante, mas chegada a hora de conferir sua atuação com o eleitor, precisou ‘colar’ no governador Marconi Perillo (PSDB) para dar um ‘pulo de dez’ em sua popularidade.

Tudo ia bem, mas a tal da mosca azul inoculou mais vaidade no senador sem votos que imaginava ser “o novo dentro da velha política”. Esqueceu o combinado com Marconi Perillo e se assanhou para os lados do MDB de Daniel Vilela e companhia, chegando a dizer em uma de suas inúmeras reuniões no festivo barco ancorado no Lago Paranoá, em Brasília que “estava cansado de ser coadjuvante (suplente) e vou ser protagonista”.

Conversou com Daniel Vilela sobre um possível acordo, mas também piscou para o adversário mais forte da base aliada: Ronaldo Caiado (DEM). Este ‘vacilo’ político foi o suficiente para que a senadora Lúcia Vânia (PSB), aproveitasse o vácuo e encostasse no pré-candidato a governador de Goiás, José Eliton e em Marconi Perillo. Lúcia Vânia busca a reeleição e Wilder era a pedra no caminho. Agora, o festivo senador terá que contentar, se calçar as sandálias da humildade em ser coadjuvante, ou seja, suplente de Marconi, Isto se Vilmar Rocha não chegar primeiro.

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