Daniel do Sindicato na cova dos leões ou, mais uma vez Cristalina é punida por dívida do passado

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Prefeito de Cristalina, Daniel do Sindicato vai à Câmara de Vereadores prestar esclarecimentos à população sobre o bloqueio do FPM da prefeitura: “Nossa prioridade a partir de agora é pagar o servidor em dia e assegurar a manutenção da educação e saúde num patamar satisfatório” .
Prefeito de Cristalina, Daniel do Sindicato vai à Câmara de Vereadores prestar esclarecimentos à população sobre o bloqueio do FPM da prefeitura: “Nossa prioridade a partir de agora é pagar o servidor em dia e assegurar a manutenção da educação e saúde num patamar satisfatório”
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Por Wilson Silvestre – Mais uma vez o prefeito de Cristalina, Daniel [do Sindicato] Sabino Vaz (PSB) entra na cova dos leões para negociar dívida de gestões anteriores. No final do ano passado teve que sacrificar propostas de seu programa de governo para cobrir rombo previdenciário de quase R$ 32 milhões. Agora, é surpreendido com o bloqueio do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), provocado por mais uma ‘herança financeira mal resolvida’. Novamente Daniel foca toda sua agenda em busca de solução para quitar mais esta dívida junto ao INSS referente a 2013. Os valores cobrados pela receita federal assustam e ultrapassam a casa dos R$ 10 milhões.

O prefeito e sua equipe explicam que “a dívida não pode mais ser negociada em 200 meses, por conta da nova legislação que só permite dividir em 60 prestações”. O reflexo deste bloqueio da principal receita do município, deve adiar a execução de obras importantes para a população. Num cenário otimista, alguns projetos estruturantes terão que ser adequados à realidade fiscal do município, priorizando mais o social.

Nos primeiros contatos dos técnicos da prefeitura com auditores da Receita, foram informados que a liberação será concedida mediante uma entrada de R$ 1,4 milhão de reais, sendo o restante dividido em cinco anos.

Daniel busca apoios de aliados políticos para resolver o mais rápido possível o bloqueio, pois sem a Certidão de Regularidade Previdenciária não poderá celebrar convênios e nem receber verbas de emendas parlamentares, receitas externas vital para obras no município.

Na terça-feira (27), Daniel prestou esclarecimento aos vereadores e à população na Câmara de Vereadores, onde fez um pronunciamento de 40 minutos expondo sua angústia, reafirmando que o FPM é uma das principais fontes de receita da administração. “Não vim aqui atirar pedras em ninguém e muito menos quero fugir da minha responsabilidade, porque sempre tivemos um bom diálogo com a população, com os servidores e com a Câmara de Vereadores, mas a situação assusta”.

Aproveitou para fazer um balanço de sua gestão, apontando avanços e conquistas, principalmente nas áreas de saúde e educação. “Graças a austeridade administrativa, cortando despesas em face do nebuloso cenário encontrado quando assumiu o cargo”.

01Para o prefeito, o poder de investimento caiu muito e com esta nova dívida cairá mais ainda. “Nossa prioridade a partir de agora é pagar o servidor em dia e assegurar a manutenção da educação e saúde num patamar satisfatório. Não vamos deixar faltar o pão de cada dia na casa dos nossos servidores e até o dia 5 do próximo mês, como sempre, o servidor já terá recebido seu salário. Esse é o nosso compromisso”, afirmou o prefeito.

O procurador geral do município, Wenderson Alves de Souza e o secretário municipal de finanças Wisley Alcântara, foram a Goiânia em busca de solução para o bloqueio, consultando especialistas para ajudarem junto ao processo judicial que terá de ser impetrado para tentar reverter a situação.

É importante salientar que o problema está criado e terá que ser digerido por todos, de uma forma ou de outra, tendo em vista que, se conseguir desbloquear o repasse do FPM, a renegociação terá que ser feita a qualquer momento, o que implicará em mais despesas e menos investimentos para o município, já que aquele débito renegociado no ano passado (R$ 45 milhões) não tem nada a ver com este. É mais dívida que o município terá que pagar, com sol ou com chuva.

O blog apurou que uma outra bomba está prestes a explodir. Trata-se de uma dívida junto ao extinto Banco Santos contraída na gestão de Gildomar Gonçalves protelada por sucessivas gestões, sendo que o ex-prefeito Luiz Attié empurrou até o problema até o apagar das luzes de seu mandato. Num cálculo conservador, deve estra na casa R$ 45 milhões de reais.(Colaborou Eliézer Bispo/Jornal de Cristalina)

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