No quadro atual, nenhum partido pode afirmar que elegerá 5 governadores

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Próximo presidente da República terá muita dificuldade para formar base de sustentação na Câmara dos Deputados
Próximo presidente da República terá muita dificuldade para formar base de sustentação na Câmara dos Deputados

Por Cesar Maia – A possibilidade de troca de partidos para os deputados estaduais e federais só aumentou as incertezas em relação às eleições de 2018.
Nenhum partido chegará a 11% das cadeiras na Câmara de Deputados. Mesmo que a pulverização não alcance os 28 partidos com presença no parlamento, o menor número de partidos com representação na Câmara de Deputados produzirá uma pulverização concentrada.  

Explique-se. Nenhum partido alcançando 11% dos deputados e o número de partidos com presença parlamentar sendo reduzido dos 28 atuais para 20, ou menos, teremos uma pulverização concentrada ou concentração pulverizada.
Com isso, a tarefa do próximo presidente de formar uma base de sustentação será mais difícil, pelo peso relativo dos pequenos e médios partidos. Comparando com os parlamentos europeus, todos os partidos daqui serão pequenos ou médios.

O “não voto”, somando abstenção + votos brancos + votos nulos, estará na casa dos 40%. Isso aumenta a imprevisibilidade eleitoral, ou seja, o risco de deputados perderem o mandato.
A impossibilidade de doações empresariais, o menor período eleitoral, as restrições à propaganda, os riscos gerados por uma mais intensa fiscalização eleitoral e os constrangimentos ao populismo eletrônicos nas redes sociais ampliará ainda mais a imprevisibilidade.
Rigorosamente nenhum partido pode afirmar que elegerá 5 governadores, como na situação atual. E, somando-se a isso, igualmente a imprevisibilidade na eleição presidencial, a tarefa dos próximos presidentes dos poderes executivo e judiciário será começar a construir uma governança política no dia seguinte à eleição.

As pesquisas que devem ser publicadas para valer a partir de maio devem incluir novos elementos de convicção do eleitor, tanto de presença como de opções eleitorais. A oscilação do eleitor aumentará.
Mundo afora, as pesquisas do último mês de campanha têm apontado prognósticos com significativa diferença em relação aos resultados finais. Ou seja, os analistas, a imprensa, os candidatos e os eleitores devem usar com muito cuidado e prudência as pesquisas eleitorais.

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