VALPARAÍSO] Para manter Lêda Borges fora do caminho em 2020, Pábio Mossoró fará tudo para reelegê-la

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Ex-prefeita e deputada estadual, Lêda Borges e o atual prefeito de Valparaíso, Pábio Mossoró: relações frias entre os dois, mas aliados firmes para garantir a sobrevivência política no futuro
Ex-prefeita e deputada estadual, Lêda Borges e o atual prefeito de Valparaíso, Pábio Mossoró: relações frias entre os dois, mas aliados firmes para garantir a sobrevivência política no futuro

Por Wilson Silvestre – Nós ocidentais de um modo geral, ora vivemos no passado outra no futuro. Raramente focamos o presente. Diferente dos orientais que são disciplinados a viver o momento e trabalhar o tempo presente. Mas, em política, o comportamento de seu operadores e agentes difere e muito dos seres normais.

Quem vive do poder para o poder, respira o presente, mas suas articulações e propósitos estão no futuro, traçando planos para a próxima eleição. Talvez este comportamento explique porque estreantes e veteranos que buscam se (re)eleger procure o eleitor somente em época de caça ao voto.

Como no Brasil o calendário eleitoral é o mais cruel entre as democracias civilizadas, pois temos eleições de 2 em 2 anos, os eleitos – e os não –estão com um pé no presente, mas os pensamentos no futuro. Caso dos prefeitos e vereadores empossados em janeiro de 2017. O prazo de validade deles no poder vence em janeiro de 2021, data que entregam seus cargos aos novos eleitos, ou dependendo do eleitor, alguns ganham mais quatro anos.

Este exercício de futurologia povoa a cabeça de todos – sem exceções – que estão em cargos eletivos. Caso do prefeito de Valparaíso, Pábio Mossoró (PSDB). Ele sonha em permanecer no poder disputando a reeleição, mas para que isso ocorra tem que remover alguns obstáculos. Um deles chama-se Lêda Borges (PSDB). Tida como madrinha e responsável pela vitória de Pábio na conquista da Prefeitura de Valparaíso, Lêda tende a moldar a gestão do prefeito ao seu estilo.

Até agora, esta tese carece de melhores explicações. Uma que mais aproxima da verdade é que Pábio tem méritos e não é nenhum ‘poste’ fabricado por Lêda. Foi vereador e sempre esteve junto à comunidade, mesmo estando sem mandato. Outro fato relevante diz respeito às estatísticas sobre transferência de votos: o máximo que um líder consegue, por mais carismático e popular que seja, transferir prestigio eleitoral, não ultrapassa 40%.

Diante desta contestação, Pábio tem luz própria e Lêda precisa, neste momento, mais dele do que qualquer outra liderança. Portanto, esta é chegada a hora de se mamar na onça como se diz no interior de Goiás. Lêda, por mais vaidosa e arrogante que seja, terá que beijar a mão de Pábio e tratá-lo com a devida vênia. Por sua vez, Pábio terá que exercitar muito o seu lado zen para frear a volúpia dos aliados de Lêda que andam de salto Luiz XV.

Esta disputa eleitoral não está muito favorável ao PSDB e em Valparaíso, Lêda enfrenta uma carismática Ângela Pessoa (PTB), ex-prefeita Lucimar Nascimento (PT), Afrânio Pimentel (Progressista) e outros nomes menos cotados. Por mais otimista que seja o grupo de Lêda, eles tiram votos dela.

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