O povo cansou do PSDB em Goiás, quer mudanças e Zé Eliton tem a cara do continuísmo

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O desgaste de quase 20 anos de poder em Goiás exercidos por Marconi Perillo (PSDB), reflete na pré-candidatura de Zé Eliton ao governo
O desgaste de quase 20 anos de poder em Goiás exercidos por Marconi Perillo (PSDB), reflete na pré-candidatura de Zé Eliton ao governo

Por Wilson Silvestre – Em meio a tantos escândalos de corrupção, desmoralização da classe política e das instituições, a população mostra-se ao mesmo tempo hostil e indiferente aos destinos do país. Esta indignação e apatia se justifica tendo em conta que há mais de três décadas, PSDB, MDB, PT e partidos coligados, rivalizam-se no poder. “Tudo farinha do mesmo saco” costuma dizer o cidadão comum. Para piorar, a cada disputa eleitoral, a velha política apresenta as mesmas caras com seus métodos ufanistas repetindo o surrado slogan: “O país [e estado] tem jeito”. E a vida do brasileiro só piorando.

Há menos de 130 dias da votação em primeiro turno para candidatos a deputado estadual, federal, senador, governador e presidente da República, em Goiás, o único pré-candidato ao governo com reais chances em ser eleito neste momento é o senador de oposição, Ronaldo Caiado (DEM).

O candidato articulado por Marconi Perillo a dar continuidade ao “legado do PSDB”, Zé Eliton, também tucano, patina em modestos números na preferência do eleitor. Tornou-se lugar comum dizer que a pré-candidatura dele não decola. A última pesquisa Grupom/Diário da Manhã publicada recentemente (http://impresso.dm.com.br/edicao/20180514/pagina/1), joga água fria no entusiasmo da ampla base de apoios costurada por Marconi. Mesmo tendo Zé Eliton feito uma verdadeira via sacra por todo o estado, vendendo sonhos que não terá condições de realizar, não convenceu a patuleia do andar de baixo.

A penúria em que se encontra as finanças do estado com um déficit orçamentário que ultrapassa R$ 2 bilhões, projetando um cenário nada confortável para 2019, leva pânico ao ex-governador Marconi Perillo e seu pupilo Zé Eliton. Além de administrar este buraco contábil, Zé Eliton enfrenta toda sorte de pressão, tanto administrativa quanto política.

Na esfera da gestão, comenta-se que muitos empreiteiros, prestadores de serviços e Organizações Sociais (OS), estão há mais de dois meses sem ver um níquel do estado. Na seara política, a disputa entre PTB e PSB para a segunda vaga do Senado, coloca a senadora Lúcia Vânia e Demóstenes Torres estão em rota de colisão.

Com tanta encrenca para resolver, volta a ser especulada a possibilidade em Marconi Perillo disputar vaga de deputado federal, abrindo espaço para acomodar Lúcia e Demóstenes. Mas, pessoas que conhecem o imperial e vaidoso Marconi Perillo descartam esta hipótese. Nem mesmo com argumentos de que ele poderia ser o puxador de votos do combalido PSDB e chegar à Câmara Federal como um dos mais votados do país, portanto, credenciado a disputar a presidência da casa, não o convenceria.

Muito além de ser o partido que está no poder por quase 20 anos, o PSDB esgotou sua cota de criatividade em produzir “gestões inovadoras” em laboratórios de consultorias caras. Com tanto desgastes fica difícil Zé Eliton ter o mínimo de condições políticas para sustentar sua candidatura ao governo de Goiás. A tese difundida pelos arautos do poder que será uma nova e moderna forma de governo, não tem convencido o andar de baixo.

No Blog do JLB (http://www.blogdojlb.com.br/), o jornalista José Luiz Bittencourt ele aborda com precisão cirúrgica, os 20 anos de poder de em Goiás, liderado por Marconi Perillo. O veterano escriba destaca em um de seus post que (…) “em 20 anos do governo sob a influência direta ou indireta de Marconi Perillo, foi gerado um estado de coisas que perpetua uma elite no poder e um ‘modus operandi’, hoje mais do que caduco, da administração. As gestões, na era Marconi, foram de continuísmo desavergonhado, tal qual os 16 anos de Iris Rezende/PMDB. Em cada período, tudo foi sempre uma sequência infindável de mais do mesmo, do ponto de vista político e às vezes administrativo”. Tudo indica que este é o principal motivo que o povo quer mudanças, mesmo que seja para ver novas caras no poder.

Num mundo digitalizado e com informações fluindo em tempo real, os políticos contemporâneos insistem em se distanciar do povo, encastelados na sombra dos refrigerados gabinetes, passam a ver a população a partir de onde estão. Um grave vício dos agentes políticos que frequentemente se distanciam demasiadamente da maneira de viver da grande maiorias. Com isso, acaba vendo a realidade a partir de onde estão.

Agora chegou o momento de conferir está fórmula desgastada em conquistar votos vai funcional com um o povo raivoso. Goiás não está imune a este mau humor e a vontade de mudar as caras da velha política. Vai dar certo? Só o tempo para revelar esta pergunta. Que venha o 7 de outubro.

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