PHS de Valparaíso muda de mãos, deixa a base do prefeito Pábio Mossoró e vai para oposição

0
Posse da nova executiva do PHS de Valparaíso: Secretário-geral, jornalista Elifas Barros, respectivamente, presidente do PSHS estadual, Murilo Oliveira, de Valparaíso, Valter Alfredo secretário nacional, Luiz Cláudio Freire de Souza França
Posse da nova executiva do PHS de Valparaíso: Secretário-geral, jornalista Elifas Barros, respectivamente, presidente do PSHS estadual, Murilo Oliveira, de Valparaíso, Valter Alfredo secretário nacional, Luiz Cláudio Freire de Souza França

Por Wilson Silvestre – Não é novidade para ninguém que Valparaíso é uma cidade estratégica para quem deseja disputar cargo eletivo, seja para prefeito do município, vaga no Congresso Nacional ou o Governo de Goiás. Além dos mais de 70 mil eleitores inscritos, a proximidade com Brasília faz da cidade uma boa (e má) caixa de ressonância.

Diante desta relevância, a cidade sempre está em ebulição política, quer em disputa municipal, deputado estadual, federal, Senado, Governo do estado e presidente. Com isso, o quadro de lideranças vai se firmando junto ao eleitorado, assumindo papel relevante no desenvolvimento econômico e social do município. Entre estas siglas, encontra-se o Partido Humanista da Solidariedade (PHS), até recentemente, um coadjuvante periférico na gestão do prefeito Pábio Mossoró (PSDB).

Depois de muitas idas e vindas, brigas e uma contenda judicial pelo controle nacional da legenda, a sigla reorganiza a casa e estabelece uma estratégia visando a perspectiva de crescimento e, óbvio, chegar no andar de cima do poder. Esta é a natural e justa aspiração que todos os partidos buscam em sua jornada.

Casa arrumada, o presidente do PHS em Goiás, Murilo Oliveira bota o pé na estrada e reorganiza o partido no estado com a missão de ampliar sua bancada, tanto federal quanto estadual. Foi com este objetivo que o ex-vereador em Valparaíso, Valter Alfredo foi escolhido presidente do diretório municipal tendo ao seu lado, como secretário-executivo, o jornalista e radialista Elifas Barros.

Eles foram oficialmente empossados no cargo na quinta-feira (14/6) sob as bênçãos do presidente regional, Murilo Oliveira e vários convidados. O PHS em Goiás precisa conquistar no mínimo duas vagas de deputado federal para manter seu projeto de crescimento no estado. “Nós vamos conseguir pois temos bons nomes na disputa sem manchas no currículo”, garante Elifas Barros.

Ao trocar de mãos em Valparaíso, o PHS pula fora da base de apoios ao prefeito Pábio Mossoró e sua aliada, deputada estadual Lêda Borges (PSDB). O primeiro a abandonar o barco tucano foi o PP: saiu da tutela de Francisco Carvalho e passou para o adversário político, Afrânio Pimentel. Agora é o PHS que deixa o leque de alianças que favorecia o projeto de Lêda e vai apoiar a pré-candidatura ao Governo de Goiás, Daniel Vilela (MDB).

Adversários de Pábio Mossoró dizem que faltou habilidade dele em manter o PHS na base, mas ficaria difícil para o prefeito explicar ao PSDB que na sua base havia legenda apoiando o adversário. Mesmo com esta justificativa, estes críticos de Mossoró contradiz com o argumento que, caso Daniel Vilela chegue no segundo turno, os tucanos forçosamente irão apoiá-lo. O fato é que Pábio Mossoró assumiu uma posição imperial, bem ao estilo tucano de governar e legendas menores, são tratadas com desdém. O tempo é o senhor da razão e daqui a 2,5 anos haverá eleição para prefeito. Quem viver, verá.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.

AN