A luta de Ronaldo Caiado para equilibrar as contas de Goiás e o declinante legado de Marconi Perillo

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Foto: Hegon Correa
Foto: Hegon Correa

Por Wilson Silvestre — Com o desastre administrativo e econômico protagonizado pelo PT e associados no País e em Goiás pelo PSDB, o cidadão eleitor deu um basta na roubalheira com seu voto em 2018. Os ventos de mudanças exigidos pelos brasileiros estão varrendo, aos poucos, a sujeira acumulada durante anos, mas ainda existem muitos escombros acumulados por anos de omissão e aparelhamento ideológico. Em Goiás, a tarefa mais difícil do governador Ronaldo Caiado (Democratas) tem sido remover esses entulhos provocados pelos quase 20 anos sob o domínio do tucanato e equilibrar as contas do governo.

Os desalojados dos privilégios torcem o nariz aos métodos e a dureza em que o governador Caiado enfrenta esses desafios, mas a população aplaude os avanços. Não se trata de retórica, mas de constatação do Instituto Paraná Pesquisas: Caiado vem num crescente na avaliação dos goianos e hoje tem 71,1% de aprovação. Índice que mostra os acertos de sua gestão e o reconhecimento de seu esforço em colocar Goiás nos trilhos do crescimento.

Para muitos goianos, não causa surpresa o desempenho de Caiado como governador. Sua história de vida tem capital político para oferecer soluções mais eficientes do que seus antecessores. Poucos homens públicos como ele podem constar no currículo três décadas de atividades parlamentar sem uma mancha de corrupção. Caiado nunca pisou numa delegacia a não ser para participar de inauguração ou frequentou uma sala de juiz que não fosse a serviço de sua atividade parlamentar. Bem diferente de algumas ‘viúvas’ do tucanato que o acusam de ser grosseiro, provinciano e de impor um estilo autoritário de governança. Mas, graças a este ‘jeito rústico’ e sem prontuário judicial, é que Goiás avança em busca de soluções duradouras e sustentáveis.

Seu governo é intolerante contra a corrupção e não hesita em demitir o auxiliar que comete desvio, mesmo que tenha sido uma aliado histórico. Este princípio é sagrado para o governador. Ele sabe que enfrentar a casta do andar de cima da pirâmide social não é fácil, mas está determinado a superá-las. Ele tem demonstrado isso em seus quase 11 meses de governo. Basta uma breve leitura de suas ações para perceber que enfrenta esses privilégios com muita coragem, algumas deles com desgastes político. Mas esses obstáculos não inibem sua vontade em continuar lutando contra parte da elite incrustada na política, ou em determinado segmento do setor produtivo.

Muitos desses adversários e ‘arautos’ da moralidade pública, prosperaram às custas do contribuinte durante o reinado do Grão Vizir Marconi Perillo (PSDB). Mas o governador goiano mostra que está disposto a implementar reformas necessárias ao desenvolvimento econômico de Goiás. Sua agenda confirma esse esforço: quase toda ela consumida em articulação pessoal junto aos congressistas, legislativo estadual, empresários interessados no potencial de Goiás para negócios e, principalmente, equilíbrio fiscal das contas públicas do estado. Esta tem sido sua rotina diária para implantar um novo modelo de gestão que ele colocou em marcha ao ser eleito.

Fiel ao seu estilo avesso a discursos bonitinhos recheados de frases acadêmicas e o falatório vazio, tem custado ao governador Caiado acusações de que é um homem autoritário ou que “nunca desce do palanque”. No entanto, contrariando a maioria de seus críticos, ele sabe cultivar amizades, lealdade, franqueza de caráter, família, amor ao seu estado e ao País. Princípios e valores que muitos homens públicos abandonaram assim que subiram ao poder, principalmente Marconi Perillo. A partir do segundo mandato como governador, Marconi abandonou os ideários que o elegeram e passou a contar dinheiro. Não estava sozinho como mostra suas devotadas ‘viúvas’, ‘sacoleiras’  do poder que insistem em ‘vender’ um legado que a população não reconhece. Se reconhecesse, a dinastia do Grão Vizir Marconi Perillo não teria ficado em terceiro lugar na disputa para o governo de Goiás. Só para lembrar: Caiado foi eleito no primeiro turno com 1.773.185 votos, ou seja, 59,73% do eleitorado enquanto José (Zé) Eliton amargou um terceiro lugar com pífios 407.507 votos (13,73%).

OS PASSOS DE CAIADO EM BUSCA DE

UM ESTADO PARA TODOS OS GOIANOS

O blog testemunhou durante uma semana, as andanças de Caiado e garimpou nos bastidores o que o governador quer para a gestão pública de Goiás. Para começar, ele não ‘copia’ o presidente da República como alardeado pelos adversários. Seu perfil conservador difere muito de Jair Bolsonaro que é mais histriônico e nada contido no trato aos adversários. Caiado é mais em dialogar, ouvir e tomar decisões racionais. Tudo bem que sua franqueza, honestidade e objetividade, às vezes assusta o interlocutor. Portanto, vir com a faca entre os dentes, além de receber um sonoro ‘não’, ainda corre risco de uma descompostura republicana. Por isso as ‘viúvas’ do poder alardeiam que a gestão dele é a do ‘não’.

Simples de entender: ele de fato ‘não’ hesita em cometer ‘sincericídio’ político em defesa da boa governança e da transparência. Este estilo assusta os arautos da ‘velha política’ do toma lá, dá cá. Não obstante esse esforço em manter-se no patamar civilizado que se espera de um líder, Caiado às vezes não se contém às críticas que ele acha injustas. Um exemplo marcante foi em agosto deste ano no aniversário de Catalão. Numa entrevista à Rádio Nova Liberdade FM, Caiado desceu o tacape em Marconi que o havia criticado na Romaria de Muquém. Veja em https://diariodegoias.com.br/politica/121338-caiado-aumenta-acusacoes-contra-marconi-e-adiciona-suspeita-sobre-despesas-de-filhas-na-suica.

Desde que era deputado federal e posteriormente senador, Caiado alertava sobre a falsa narrativa do PSDB alardeando o desenvolvimento econômico e social do estado. Ele tinha informações que Goiás estava no fundo do poço fiscal: sem dinheiro, endividado e se sustentando à base de publicidade fantasiosa, parte dela bancado pela venda da Celg. A partir de então, colocou seu projeto na estrada para se eleger governador. Eleito, tal como havia se comprometido em palanque, transformou seu governo na antítese da narrativa tucana. Mostrou a verdadeira face do legado do PSDB onde, raro encontrar um município que não exiba ‘esqueletos’ de obras iniciadas ou simplesmente placas anunciando “melhorias para a região”. Não é Caiado que empurra o ‘legado marconista’ para o declínio, mas a população cansada de promessas não cumpridas.

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Novamente o governador vai para o embate com os ‘donatários do dinheiro público’. Desta vez é a Reforma Administrativa, tão necessária ao equilíbrio financeiro do estado. Como sempre, as castas privilegiadas da burocracia estatal entram em cena, tentando manter-se senhores do suado dinheiro público. Como bem lembrou o jornalista, ínfluencers e blogueiro, José Luiz Bittencourt (http://www.blogdojlb.com.br/): “O Estado carrega nas costas uma folha de 130 mil funcionários, com o número de inativos já superando o de ativos, absorvendo 86% da receita líquida – e que se dane o restante da população. Isso não é correto e não pode continuar. Caiado foi eleito com uma votação recorde, em 1º turno, o que representa uma credencial para empreender as reformas indispensáveis para livrar as goianas e os goianos do modelo administrativo de desequilíbrio entre o que entra e o que sai dos cofres públicos”.

Parte deste desatino administrativo deve-se a dinastia tucana que não teve coragem e amor ao contribuinte para estancar essa sangria no tesouro estadual. Esse modelo de gestão dos servidores públicos não cabe mais em nenhum orçamento, seja municipal, estadual ou federal. Nenhum gestor público é eleito para administrar folha de pagamento ou gestão de pessoal. Os 7 milhões que vivem em Goiás não podem continuar refém de 170 mil funcionários do estado.

Embora essa categoria seja relevante, existem demandas da população que também aguardam urgentes soluções. É nisso que o governador está focado e trabalha de domingo a domingo para cumprir. Ele quer um estado forte reduzindo a pobreza, desigualdades e promover crescimento econômico para todos. Abomina privilégios às custas do contribuinte e não faz mágicas contábeis maquiando a realidade financeira do tesouro estadual. Este é o Caiado que mantém sua equipe em estado de alerta, cobrando iniciativa individual como se fossem empreendedores de seus negócios. Exige de todos ao seu entorno, maior adaptação às novas exigências da sociedade que grita por crescimento econômico, empregos, saúde, segurança e educação. Por isso os goianos acreditam nele e vira as costas para o ‘legado de Marconi’.

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