PSDB goiano tende a sofrer uma erosão na base devido o esgotamento de seu ciclo histórico

0

1245

Por Wilson Silvestre – O último governo de Marconi Perillo/José Eliton sofreu um esvaziamento de popularidade, em parte, devido ao modelo de gestão que provocou o distanciamento do povo. Marconi, o líder ‘mão de ferro’ e seu ungido José Eliton, viam a população goiana de onde estavam encastelados e não onde o povo se encontrava. Marconi então, se refugiou nos ambientes requintados dos ‘Jardins Paulista’ e seus restaurantes caros, inacessíveis aos mortais do andar de baixo. O encanto foi tanto que Marconi passou a se comportar como os barões da Fiesp, enterrando definitivamente os ideários social democrata. Passou a contar dinheiro e se comportar como um ‘Grão-Vizir do Império Goiás’.

Este comportamento refletiu já no terceiro mandato, mostrando que o ciclo virtuoso até então, dava sinais de esgotamento. O resultado foi que o PSDB, outrora um partido forte, foi perdendo a liga com a população, bem diferente dos dois primeiros mandatos de Marconi. Na proporção em que a popularidade caia, aumentava o alarido sobre corrupção no núcleo do entorno de Marconi. Sem capacidade de se reinventar, tendo como âncora apenas obras inacabadas no interior, sem investimentos em infraestrutura, saúde, educação e segurança, a derrocada tucana chegou rápida.

Na vida pública não existe salvação para quem conquista o poder usando sandálias da humildade e no mandato, se deixa levar pela vaidade e arrogância. Este foi o maior erro de Marconi e sua troupe. Agora, a tão propalada contabilidade dos 100 prefeitos eleitos sob as bênçãos tucana em 2016, será reduzida drasticamente. Dois ingredientes apontam para esse diagnóstico: prefeito precisa de parcerias dos governos federal e, principalmente estadual para tocar seus projetos. O outro obstáculo chama-se eleitor-cidadão.

O brasileiro passou a ser, de fato, protagonista na disputa eleitoral e não mais um mero coadjuvante como no passado. As urnas de 2018 revelou, além dos eleitos, um novo cidadão participativo e menos alienado. Mulheres e homens comprometidos no resgate da ‘boa política’. Nesse novo modelo, a corrupção, o compadrio e a incompetência administrativa não se alastrará como erva daninha. Portanto, o legado do PSDB não terá força para repetir o feito de 2016 quando elegeu 77 prefeitos. De acordo com observadores atentos, se alcançar três dezenas em 2020 será um feito e tanto. A maioria acredita que a base do PSDB sofrerá uma desidratação a exemplo do que ocorreu com o MDB ao ser derrotado por Marconi. Além disso, dos atuais mandatários municipal dos tucanos, no mínimo a metade já afivelam a bagagem para pular no barco de Ronaldo Caiado. (Montagem sobre ilustração publicada originalmente no Portal Direto Cidade. http://diretodacidade.com.br/arte-em-movimento/nao-seja-uma-marionete/)

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.

AN