Pábio Mossoró, um pastor entre lobos tentando encontrar um caminho para seu rebanho

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CENA DO PASSADO que não mais se repetirá no futuro: deputada estadual Lêda Borges, deputado federal Célio Silveira e o prefeito Pábio Mossoró, ambos do PSDB. A imagem é da campanha eleitoral para prefeito de 2016 e agora, tudo indica que será cada um por si e seja o que o eleitor escolher. (Reprodução: arquivo pessoal)
CENA DO PASSADO que não mais se repetirá no futuro: deputada estadual Lêda Borges, deputado federal Célio Silveira e o prefeito Pábio Mossoró, ambos do PSDB. A imagem é da campanha eleitoral para prefeito de 2016 e agora, tudo indica que será cada um por si e seja o que o eleitor escolher. (Reprodução: arquivo pessoal)

Por Wilson Silvestre – O debate político em Valparaíso está se tornando tóxico e irrespirável. Se continuar nesta toada, o município e seus cidadãos serão os maiores perdedores. Sem um debate civilizado, quem sair vencedor na corrida para prefeito ano que vem, vai ter que gastar meses pacificando a sociedade. O grau de ofensas tanto em redes sociais quanto no ambiente político, sinaliza para uma eleição polarizada com poucos debates sobre soluções para demandas urgentes dos valparaisenses. No meio de tantos ataques, o grupo liderado pela deputada estadual Lêda Borges que, teoricamente deveria dar sustentação ao projeto de reeleição do prefeito Pábio Mossoró (PSDB), joga gasolina no fogo das vaidades aumentando as labaredas. Dia sim outro também, trabalha nos bastidores para enfraquecê-lo.

Ao contrário do que muitos acreditam e pregam, a briga entre Pábio e Lêda não favorece pré-candidatos mais robustos como Paulo Roriz (Democratas), Afrânio Pimentel (PL), vereador Elvis Santos (SD) entre outros. Citei estes nomes por terem maior poder de articulação, mas não devemos esquecer o campo de esquerda liderado pelo PT. Sem uma polarização forte com os tucanos, haverá uma ‘guerra’ de egos impedindo uma união entre os postulantes com maior chance em vencer. Todos vão se sentir cacifados para tomar a cadeira de Pábio. No imblóglio, o eleitor-cidadão acaba elegendo um ‘Caneta Azul’ sem expressão, mas com um discurso contra a elite política do município “que só almeja o poder”.

Por sua vez, Mossoró está ‘preso’ umbilicalmente à deputada Lêda devido ao histórico de sua eleição e a tropa de choque dela, ainda é majoritária na prefeitura e no município, aproveita para ocupar espaço. Fustigam o prefeito o tempo todo para ver se ele dobra os joelhos. Batem bumbo o tempo todo dizendo que “ele [Pábio] só foi eleito porque a deputada é uma liderança forte em Valparaíso”. Esta frase tornou-se um mantra que não ajuda nada o projeto de reeleição de Pábio. Pelo contrário: retira seu mérito como gestor e liderança política. Por conta disso, ele ainda não conseguiu formar um grupo hemogêneo e tenta, como um pastor de ovelhas que se vê cercado por lobos, um caminho que o leve à reeleição, protegendo seu grupo dos predadores.

De acordo com fontes do blog, Lêda abespinhou-se com o prefeito porque ele se aproximou do deputado federal Célio Silveira (PSDB). A ‘Leoa de Valparaíso’ não gostou nada desta ‘amizade’, pois ela quer disputar vaga de deputada federal em 2022 e o colégio eleitoral mais forte de ambos é o Entorno. Célio é aliado declarado do deputado estadual Diego Sorgatto (por enquanto no PSDB) desafeto de juramentado de Lêda. Este seria um dos principais motivos para que a “Leoa de Valparaíso” mantenha distância regulamentar de Pábio. Continuar nesta queda de braço, ambos vão perder a prefeitura e ai, nem tico e nem teco em 2022.

Pretensiosamente o blog sugere que as lideranças políticas da cidade, aceite o fato de que Paulo Roriz é uma pré-candidatura consolidada, portanto, desmerecê-la ou depreciar sua figura pública em nada contribui ao debate republicano e saudável. Sendo assim, vale a regra que não se escolhe adversário. Qualquer um que vier terá que enfrentar a realidade do município e convencer, no debate, se é merecedor da maioria dos votos. Simples assim.

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