Se o diabo são os políticos, nós somos o inferno que os mantém

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MOSAICO DO INFERNO no Batistério de São João em Florença, Itália com a imagem imponente de Satã ao centro, rodeado de animais infernais e pecadores torturados. (Coppo di Marcovaldo [1225 — 1276], pintor italiano nascido em Florença).
MOSAICO DO INFERNO no Batistério de São João em Florença, Itália com a imagem imponente de Satã ao centro, rodeado de animais infernais e pecadores torturados. (Coppo di Marcovaldo [1225 — 1276], pintor italiano nascido em Florença).
Por Wilson Silvestre – Em conversas com variados níveis de pessoas, percebe-se que existe um senso comum entre elas: a crescente desconfiança nos políticos. Nas redes sociais então, a revolta com o Congresso reflete diretamente nas câmaras de vereadores e prefeitos. Nem a monopolização da pandemia provocada pelo Covid-19 baixa a fervura contra os atuais mandatários do poder municipal. A voz corrente é chutar o balde e jogar tudo para o alto não elegendo ninguém. Parece simples trocar o modelo de democracia que temos sem mudar as pessoas. Seria infinitamente pior se ocorresse uma mudança brusca em nosso regime democrático. A história está ai para nos lembrar dessas soluções ‘revolucionárias’.

Não adianta demonizar os atuais gestores e legisladores municipais se durante o mandato deles pouco ou nada é cobrado pelo cidadão-eleitor. Xingar e desqualificar o tempo todos os vereadores e prefeitos por não terem cumpridos promessas de campanha, principalmente aqueles que querem assumir o lugar deles, não contribui para o aperfeiçoamento democrático. O cidadão tem que estar atento aos ‘salvadores da pátria’, avaliando não só propostas mirabolantes dos que buscam o poder pois o tempo que está por vir, assim que passar esta pandemia provocada pela Covid-19, será difícil e vai exigir homens fortes, inteligentes e comprometidos com o interesse público.

A omissão em não cuidar bem da democracia é tarefa primordial do cidadão-eleitor. O voto é o responsável direto por manter, abrigar e remunerar os ‘demônios’ da política. A indiferença dos que vota em “qualquer um pois são todos iguais”, faz dos eleitos ‘demônios’ e os que o elegeram, o ‘inferno’ onde moram e se alimentam. Não custa refletir um pouco sobre isto na hora que estiver descendo a borduna na democracia representativa.

Não existe desenvolvimento social e econômico sem ação política, portanto, para avançar nas conquistas que todos almejam temos que melhorar nossas escolhas para que os bons políticos sobreponha os maus. O cidadão consciente é o guardião da verdadeira democracia e da liberdade.

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