Guerra das pesquisas transforma intenção de votos em espetáculo de mentiras

Guerra das pesquisas transforma intenção de votos em espetáculo de mentiras

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Reprodução: i44 News (https://i44.com.br/)

As lacunas no preâmbulo social estão sendo escancaradas pela pandemia provocada pelo coronavírus, com reflexos no comportamento da população, principalmente o cidadão-eleitor. Este indivíduo importante na consolidação de nossa democracia tem mantido uma certa indiferença pelo debate eleitoral, evento que vai impactar em seu modo de vida nos municípios.

Nem mesmo a volúpia das pesquisas eleitoral, muitas delas ilustríssimas desconhecidas do meio político, tem conseguido sensibilizar a população para o alarido dos candidatos a prefeito e vereadores. Parte desta indiferença pode ser explicada, sem muitos salameques acadêmicos em duas partes: o impacto do coronavírus na vida das pessoas e o mundo irreal que os políticos teimam em ‘vender’ à população.

Além destes dois ingredientes, pode-se acrescentar a profusão de pesquisas prospectando o cidadão sobre preferências de voto. Seria algo normal em campanha eleitoral se não fosse a coreografia dos números divulgados, auferidos em metodologias pouco compreensível aos mortais comuns. Os estatísticos que este institutos contratam, divulgam números elaborados em suas planilhas que, pouco ou quase nada informa sobre o que está na cabeça do cidadão-eleitor.

São tão confusos e irreais que a justiça tem feito intervenções em alguns, visando coibir o mercantilismo favorecendo determinadas candidaturas. Este freio de arrumação na ‘farra das pesquisas’, alivia o cidadão comum da pressão para influenciar seu voto erroneamente por A ou B. Os números favorecendo quem paga mais, presta um desserviço à democracia e transforma o direito sagrado da cidadania em um evento meramente comercial.

Esta talvez seja a explicação mais plausível para o comportamento alheio ao debate político. Até mesmo os institutos tradicionais que gozam de uma certa credibilidade junto à opinião pública, costumam cometer erros grosseiros, agora imagina os que usam metodologias que não batem com a realidade!

Desde a última eleição majoritária de 2018 que as pesquisas tem errado feio em seus prognósticos. A maioria delas, principalmente institutos com maior credibilidade, transformaram a mentira numa estratégia política sem paralelo. Praticamente é impossível debelar esta pandemia de números que não traduzem a realidade, desinformado a população em meio a uma guerra de números que transforma intenção de votos em espetáculo de mentiras.

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