Polícia Civil de Valparaíso alerta população sobre golpes neste período do ano

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Delegados da Polícia Civil de Goiás em Valparaíso, Wally Samya e Leonilson Sousa: trabalho de conscientização junto à comunidade para evitar golpes de estelionatários tanto virtuais quanto para ‘negócios vantajosos’. (Foto pessoal).

Final de ano, confraternização, Natal e muitas promoções em lojas físicas e virtuais, principalmente agora que autoridades sanitárias anunciam uma segunda onda do coronavírus. Isto vai contribuir para que as pessoas façam suas compras pela internet evitando aglomerações em shoppings e lojas. De acordo com levantamentos de várias instituições policiais do país, a rede mundial de computadores é a preferida de estelionatários e hacker na aplicação de golpes.

Preocupados com o crescente número de ocorrências nesta época do ano, na sexta-feira (18/12), o Programa Livre da Rádio Liberdade de Valparaíso comandado pelo jornalista Armando Santana tendo o titular deste blog como colaborador, convidou os jovens delegados da Polícia Civil de Goiás em Valparaíso, Wally Samya Noleto e Leonilson Pereira de Sousa para uma conversa sobre como orientar a população para não cair em golpes virtuais ou de outra natureza.

O crescente número de crimes pela internet, mas também de delitos antigos e novos tende a crescer em datas festivas, notadamente no final de ano quando o volume de dinheiro circulando nas mãos das pessoas aumenta consideravelmente.

Para a delegada Samya golpes aplicados por criminosos como falso leilão de veículos, boletos adulterados, clonagem do Whatsapp, receitas falsas para parentes internados em estado terminal e pedidos de cestas básicas entre uma centena aplicados aos menos avisados, “são frequentes nesta época do ano quando as pessoas ficam mais sensíveis em ajudar os menos favorecidos”.

Samya também inclui no rosário de crimes, o cibernético, tão em voga na rede mundial de computadores. “O mais recorrente é o de compras via internet em site desconhecidos, devido as pessoas permanecerem mais em casa por conta da pandemia. Este delito cresceu muito pois os criminosos sabem que a maioria dos consumidores não verificam a credibilidade do portal ou sua procedência”, observa Samya.

Reforçando os alerta da colega delegada, Leonilson Sousa enumera golpes frequentes como o famoso Skimming ou na linguagem popular, chupa-cabra. Este dispositivo é instalado nos caixas eletrônicos dos bancos para clonarem cartões dos clientes. Basta uma rápida pesquisa no Youtube para acessar vários casos em que policiais mostram, em vídeos, a engenhosidade dos criminosos.

— “Não chega ser surpresa para a Polícia Civil de Goiás e do País de um modo geral, a criatividade dos cibercriminosos para alcançar suas vítimas. Nós recomendamos um maior cuidado ao entrar numa agência bancária, verificar a entrada e saída do cartão na máquina antes de digitar senha ou realizar a operação de autoatendimento”, alerta Leonilson. De fato, estudos de agências especializadas em seguros bancários e transações financeiras, apontam que o Brasil é um terreno fértil para fraudes em cartões de crédito e débito.

Na entrevista Samya e Leonilson recomendaram que as pessoas pesquisem antes de efetuarem compras pela internet. Lembram que checar se os pedidos de ajuda para “uma família sem nada para comer” é verdadeiro ou se a receita para comprar remédio de alto custo é autêntica, enfim, desconfiar sempre, sobretudo quando houver promessas de grandes vantagens ou facilidades em negócios exorbitantes.

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